domingo, 31 de outubro de 2010

Pensar pela própria cabeça

Há pessoas em quem temos esperanças, outras já nem por isso. Nos partidos políticos já a perderam alguns, mas para mim os partidos são as pessoas. Já o disse e volto a dizer que se as pessoas não prestarem, não vale de nada os partidos terem coisas muito bonitas nos seus estatutos. Veja-se o PSD: no papel não é um partido assim tão diferente do PS. Ou do CDS. O que faz a diferença são as pessoas e as atitudes.
E para o PSD o que conta são os ganhos políticos, não o bem do País. Veja-se a questão do orçamento, aqui com culpas para os dois lados, mas nunca entenderei um partido que tem como líder Pedro Passos Coelho...
No Marco, é ainda mais giro, o PSD está no Poder, mas comporta-se como se estivesse na oposição. Oposição ao PS, entenda-se. Se não acreditam leiam a última pérola que nos dá António Santana no Marco2009. Não interessa o bem do Marco, os 17 milhões que vamos ter que pagar às Águas do Marco. Não, o que interessa é que Manuel Moreira disse (e o que MM diz, como sabemos faz jurisprudência, pelo menos nas cabeças dos sociais-democratas do concelho, em todos sem excepção), que o recurso... blá, blá, blá e que o PS perderia em toda a linha (não se sabe bem de que linha fala, mas já não se pode dizer que Artur Melo deu um tiro no pé, essa já passou, agora vamos perder em toda a linha).
Não leio uma linha em que estes iluminados falem do desperdício de 250 euros por dia que a Câmara faz há 5 anos só em transportes de lixo! Não, leio que o que interessa é que o PS perca.
Meus senhores, já nem os "independentes" pensam pela própria cabeça. Estão com medo. De quê, não sei, mas pelos vistos, o inimigo é o PS. Porquê não se sabe, mas perde em toda a linha, lembrem-se o PS perde em toda a linha.
Ah, o jantar de comemoração da grande vitória autárquica de 2009 teve "algumas" pessoas. Muitas dessas "algumas" foram lá "porque foram convidadas"...
O que foram comemorar não sabem bem, só sabem que "foi um jantar do PSD".

Manual de Saber Estar

No Marco há 3 formas de estar na política:

1. Por vocação de serviço, por amor ao Marco e por querer fazer do Marco uma terra melhor, onde dê mais gosto viver, onde os nossos filhos queiram viver, uma terra sustentável, que proporcione qualidade de vida, que preserve os seus valores ancestrais, mas virada para o Futuro e para a inovação. Estão neste grupo pessoas que fizeram o seu percurso profissional e, depois de atingirem açguma estabilidade, quiseram contribuir para a terra que amam, pessoas com uma carreira de alguns anos que sempre quiseram participar mas que nunca tinham sido chamados para nada e por fim temos jovens em inicio de vida e de carreira que querem ficar no Marco e querem que tudo mude, porque acham que assim não vamos lá.

2. Por promoção social. Estão neste grupo pessoas com dinheiro e/ou uma carreira profissionalm mas que acham não ter o estatuto social que merecem, por isso juntam-se ao poder para aparecerem ao lado dos "senhores", guindando-se assim ao que pensam ser um estatuto condizente com o que têm ou o que ganham.

3. Os que estão porque sim. Não sabem muito bem porquê, mas como foram convidados estão para não serem antipáticos ao ponto de dizer que não. LOL

Bons sinais?


Caro António Santana

Recurso em Direito significa impugnação de uma decisão junto de um órgão diferente daquele que a emitiu ou pedido de reponderação sobre uma decisão judicial apresentado a um órgão superior.

Diz que MM realçou a aceitação do recurso apresentado quanto à decisão da comissão arbitral no caso do processo "Águas do Marco". Mas não sei se tem informação a que órgão é que foi apresentado o “recurso” e em que termos. O recurso é sobre parte ou todas as decisões do Tribunal Arbitral? Ou é unicamente um novo processo com intuito de anular o contrato realizado com as “Águas do Marco”? Continuam suspensas as novas obras na rede de água e saneamento ou neste cenário poderão já ser realizadas obras de alargamento da rede?

Depois porque é que considera que o acórdão anterior está suspenso? Existe já alguma decisão sobre a suspensão desse acórdão? Será que a aceitação deste “recurso” impedirá possíveis penhoras baseadas nas decisões do acórdão anterior?

Afinal qual é a boa notícia?

Temos já uma decisão que permita que após 5 anos de exercício do poder do PSD este possa por fim cumprir a promessa eleitoral de 2005 e que repetiu em 2009?

Ou vamos entrar em mais um processo judicial que vai levar anos a ser resolvido?

A minha muita certeza de que não pode existir um recurso continua de em pé, pelo menos até serem esclarecidas as minhas perguntas e MM esclarecer no sítio próprio os eleitos pelos Marcoenses sobre mais esta tentativa de pela via judicial tentar resolver o que não consegue pela via negocial.

Se o amigo António Santana nos conseguir esclarecer sobre estas questões talvez todo este caso do “recurso” ou “não recurso” realmente possa ficar esclarecido.

Sobre a prestação de contas que o PSD nacional tanto tem exigido ao Governo e que o Governo tem cumprido sempre que possível dentro da lei, gostaria que o mesmo acontecesse no nosso Município. Já várias vezes Artur Melo no executivo e vários deputados municipais na Assembleia Municipal pediram essa contas nomeadamente a execução orçamental.

Os mesmos que dizem que “em democracia, aqueles que governam são capazes de prestar contas”, deveriam pelo menos cumprir a lei e apresentar os documentos que lhes são pedidos.

sábado, 30 de outubro de 2010

Que freguesias queremos? (VI)


Contributo de um leitor anónimo:

Numa perspectiva mais abrangente, poder-se-ia analisar a situação geral do concelho, sabendo-se quão melindroso é tocar neste assunto, quando existem rivalidades ancestrais e doentias, que de certa forma concorreram e ainda concorrem hoje para uma situação de atraso em que nos encontramos, que serão difíceis de vencer, quando há poderes instalados, que pela sua “importância” seja uma barreira a transpor.

Todavia é no diálogo e na discussão de ideias, que se poderá demonstrar as vantagens de uma nova reforma administrativa e que um novo mapa concelhio possa nascer.

Tomando como óptimo, que uma freguesia tivesse um número entre os 2.000/3.000 habitantes, elaboramos o que poderá ser uma base de trabalho para o “tal novo mapa”.


... continua ...

Ânimos exaltados na reunião pública de Câmara

As reuniões públicas da Câmara Municipal de Marco de Canaveses, no actual executivo, não têm vindo a dignificar o concelho. Depois de aberta a sessão e da informação dada por Manuel Moreira, presidente da autarquia, segue-se um sem fim de acusações, insultos, troca de “galhardetes” e até movimentações físicas entre a oposição e a maioria PSD.

Foi assim ontem na reunião que decorreu no Salão Nobre dos Paços de Concelho e tem sido assim em reuniões anteriores.

O pouco público que se descolou à sessão saiu “escandalizado” com tamanha “falta de respeito pelo povo marcoense”, referiu um munícipe que assistiu à reunião.

Durante quatro horas a maioria PSD e a oposição discutiu, trocou acusações e chegou mesmo a haver um momento de mais exaltação, quando Manuel Moreira se dirige a Avelino Ferreira Torres “acusando-o de ser o responsável pela situação em que a Câmara se encontra hoje, que compromete o futuro do concelho e os autarcas que cá estão e que passarão por aqui. Por isso devia ter mais decoro quando nos acusa”, disse Moreira.

Ferreira Torres saltou da cadeira e em alta voz repetiu várias vezes “que não admitia” que Manuel Moreira voltasse “a repetir essa palavra (falta de decoro)”. Durante alguns minutos o Vereador do Marco Confiante com Ferreira Torres manteve-se de pé, tendo sido acalmado pelos outros Vereadores, presentes na reunião.

A ordem do dia começou a ser discutida por volta das 19:00, precisamente quatro horas depois de iniciar a reunião pública.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Já há acordo para o Orçamento

Segundo notícias da última hora já há acordo para o Orçamento Geral do Estado 2011. Esta notícia foi divulgada há minutos pela TVI.

Actualização: Depois desta última notícia Cavaco Silva faz uma declaração ao país em diz que espera "que se chegue a um entendimento".

Actualização: "O  governo cedeu nas deducões fiscais e o PSD na taxa social única".

Actualização: PSD anuncia abstenção na votação de um "mau orçamento".

Que freguesias queremos? (V)

Abílio Castro, Presidente da Junta de Freguesia de Constance, enviou-nos a sua opinião sobre uma "possível" reorganização das nossas freguesias.

Depois de uma análise mais detalhada, quanto à fusão de freguesias, no nosso Concelho, tenho a leitura de que é um processo muito delicado face aos usos e costumes de cada freguesia, não seria tão radical na fusão das mesma, no meu entender, e de acordo com o, mapa do nosso concelho passaria de 31 freguesias para 8, das quais passo a citar:

- Alpendurada, Torrão e Várzea do Douro (4858, 949 e 2000) 7807  habitantes;
- S. Lourenço, Magrelos, Ariz e Favões (948, 1003, 1770 e 1107) 4828 habitantes;
- Vila Boa do Bispo, Sande e Penha Longa (3085, 2018 e 2183) 7286 habitantes;
- Paços de Gaiolo, Paredes Viadores, Manhuncelos, Rosém, Avessadas e Freixo (1094, 1188, 504, 207, 1239 e 745) 4977 habitantes;
- Rio de Galinhas, Tuías, S. Nicolau e Fornos (1838, 3223, 491 e 3100) 8652 habitantes;
- Várzea do Ovelha, Tabuado, Folhada e Soalhães (2295, 1389, 736 e 3817) 8237 habitantes;
- Maureles, Vila Boa de Quires, Sobretâmega (397, 3597 e 1124) 5118 habitantes;
- Constance, S. Isidoro, Toutosa e B Carvalhosa (1649, 1583, 559 e 1454) 5245 habitantes;

Mais informo que em termos de despesa cada freguesia tem um custo de 8.248,65€ por ano, para os órgãos do executivo e assembleia.

Quanto à despesa informo que a média por freguesia actualmente é 13.150,00€ engloba executivo, membros da assembleia, luz, comunicações, e expediente da junta, é certo que estes valores não contempla nenhum executivo a meio tempo ou tempo inteiro, penso que com a fusão de freguesias, dada a exigência dos munícipes, terão que ter um membro pelo menos a meio tempo.

O mapa é da minha autoria, realizado a partir da proposta de Abílio Castro e fiz ligeiras alterações no texto unicamente para enquadrar melhor a proposta que espero que não tenham alterado o seu sentido.

... continua ...

A Democracia no Marco, por João Valdoleiros

Nos últimos tempos,a Democracia no nosso Marco de Canaveses, tem sido tratada a tratos de polé, agredida por toda a espécie de destemperos, demonstrando estarmos a sofrer uma profunda crise dos valores, inerentes à correcta prática da cidadania total.

A responsabilidade desta situação recai sobre todos nós Marcoenses, e é bom, que não titubiemos sobre isto. Deveremos demonstrar a coragem necessária para assumir as consequências, se nos mantivermos apenas numa posição de simples espectadores, apreciando com ar, mais ou menos crítico, o trabalho dos “actores”.

Quer sejamos elementos com responsabilidades autárquicas no actual Executivo (ou nos anteriores), quer sejamos elementos da actual Assembleia Municipal (ou das anteriores), quer como simples cidadãos marcoenses, não nos deveremos considerar isentos de culpa, da situação inaudita a que chegou a Democracia no nosso concelho, só por si, denunciadora da falta, direi mesmo, da incapacidade total de diálogo, da inflexibilidade duns tantos, do extremar de posições de outros, da sensibilidade excessiva,diria quase epidérmica, à crítica política,tudo denunciador afinal da prática política, do exercício do Poder, mais próprio duma oligarquia, do que duma forma democrática de o exercer.

Os Marcoenses, gentes trabalhadoras, gentes de bem, que a todos nos observam e nos ouvem, não querem com toda a certeza, continuar a assistir aos despropósitos, daqueles a quem confiaram os seus votos.

Querem sim apoiar aqueles que lutam e dão a cara por um Marco melhor, com um presente e um futuro bem mais promissor.
 
João Valdoleiros

Artur Melo abandona reunião de Câmara - desenvolvimento

Na sequência do post anterior, vimos complementar:

O MCN apurou que o vereador do Partido Socialista, Artur Melo, abandonou a reunião pública de Câmara de hoje à tarde, por volta das 19 horas, quando ainda se estava no período antes da ordem do dia. Este abandono terá ficado a dever-se após vários insultos dirigidos aos vereadores da maioria e até uma tentativa de agressão, por parte do vereador Avelino Ferreira Torres. AM requereu a suspensão dos trabalhos, o que não foi aceite por MM.
O vereador socialista decidiu então, abandonar a sessão em protesto pelo que ali se tinha passado e em defesa da instituição Câmara Municipal e da dignidade do Executivo.
Por incrível que pareça, o presidente da Câmara terá acusado Artur Melo de “aproveitamento político” e terá mais uma vez feito insinuações sobre os propósitos das tomadas de posição do vereador socialista, alegando que este já pensa nas eleições de 2013.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Artur Melo abandona reunião da Câmara

O Marcoense com Nós teve conhecimento que  Artur Melo abandonou a meio a reunião do executivo da Câmara Municipal de Marco de Canaveses que se realizava hoje. Estamos a tentar apurar quais as razões que levaram ao vereador socialista realizar este acto inesperado.