domingo, 8 de junho de 2014

Regresso

E de repente, os blogs tornaram-se obsoletos, substituídos por essa figura tão na berra -as "redes sociais"-, se bem que os blogs também são (eram) uma rede social...
Independentemente disso e talvez por isso, por já não estarem na moda os blogs, apetece-me escrever num outra vez.
E também porque me apercebi que até tinha leitores... Principalmente quando escrevia sobre música.
Quando escrevia sobre música liam para descobrir coisas novas e interessantes.
O que é estranho para alguém que escreve sobre música "deprimente" e "hipocondríaca". Mesmo assim voltarei em nome desses leitores, com a promessa de evitar falar sobre algo que se assemelhe a política, essa actividade deprimente!
Minto, voltarei porque gosto! E por alguns desses leitores.

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Tarifário das Aguas do Marco


A leitora Carla Ribeiro sobre as Águas do Marco:

Recentemente tive necessidade de pedir a ligação de um contador à rede de abastecimento de água num propriedade urbana no centro da cidade. A Águas do Marco informou-me que o custo seria de cerca de 300 a 400 euros mais 23% IVA. Ora achei isto exagerado já que se trata de uma taxa e não do pagamento de nenhum produto ou serviço.

Consultei o tarifário deles on-line e lá estavam as taxa exorbitantes que praticam. Mais indignada fiquei com verifiquei os tarifários dos concelhos vizinhos de Penafiel, Amarante e Baião e constatei que estes não praticam qualquer taxa para este serviço, ou no caso de Baião, cobram apenas 8 euros.

Num país em que 400 euros é pouco menos que o salário mínimo, e num concelho em que o nível de desemprego é acima da média nacional, isto parece-me injustificável, senão mesmo ilegal (irei investigar). É vergonhoso e imoral sabendo que se trata de um serviço essencial e os residentes neste concelho não têm outra opção senão pagar estas taxas.

Será um bom tema para lançar a debate.

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

"Hora do Conto!", por António Ferreira


Durante alguns meses os Marcoenses foram convidados para múltiplos eventos, foram-lhes oferecidos vários espetáculos, um ou outro porco assado e massacrados com longos e vazios discursos. Por algumas semanas a crise não fez parte do nosso quotidiano, nem do discurso dos candidatos.

As localidades foram massivamente invadidas por coloridos painéis apelando ao voto. Para “seduzir” o eleitorado foram usados todos os meios possíveis, “foi linda a festa, pá”. 

Apurados os resultados e depois da tomada de posse dos eleitos, fui visualizar as paginas criadas nas redes sociais. Surpreendido, nem tanto. Aqui, registo que, estranhamente, há unanimidade. Ninguém se lembrou de convidar os eleitores, os Marcoenses, para a tomada de posse.

Em desespero consultei a página da Assembleia Municipal que, sobre a tomada de posse que ocorreu recentemente, nada assinala. Na página da Câmara Municipal, o reeleito Presidente, telegraficamente, convida “a população”, durante a campanha designados de Marcoenses, para assistir à tomada de posse.

O mais recente anuncio na referida página, colocado em 18/10/2013, tem um sugestivo titulo - Hora do conto com “O Urso e a Formiga”. 

Os Marcoenses voltarão a ser convidados daqui a quatro anos, até lá, tal como no anúncio citado, segue-se a “Oficina de Encantos”!

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

“Erro de casting”, por António Ferreira

Concluído mais um acto eleitoral, analisando os resultados obtidos pelas duas forças partidárias que, aparentemente, sobrevivem, umas breves reflexões.
Assim, tendo por base os resultados obtidos pelo PSD e pelo PS nas autárquicas de 2005, 2009 e 2013, constatamos alguns dados interessantes que podem, ou não, explicar o sucesso de uns e o insucesso de outros.
No PSD, o número de votos obtido pela lista de candidatos à Câmara foi, sempre, superior à soma do número de votos obtido pelas listas de candidatos às Assembleias de Freguesia. No PS verifica-se o contrário, a lista de candidatos à Câmara obteve, sempre, um menor número de votos que a soma do número de votos obtido pelas listas de candidatos às Assembleias de Freguesia.
A diferença entre o número de votos obtido pela lista de candidatos à Câmara e a soma do número de votos dos candidatos às Assembleias de Freguesia, no PSD, tem decrescido sistematicamente, atingindo o valor mais baixo nas eleições de 2013 (553 votos). Pelo contrário, no PS verificamos que a diferença tem vindo a aumentar, atingindo o valor mais alto nas eleições de 2013 (3003 votos). 
Nestas eleições de 2013, apesar do PSD ter perdido 2724 votos, o PS recuperou apenas 1476 votos. 
Para as Assembleias de Freguesia, entre 2005 e 2013, o PS tem vindo a aumentar o número de votos obtidos, tendo hoje mais 1986 votos que em 2005, enquanto que para a Câmara, no mesmo período, a diferença situa-se em, apenas, mais 402 votos.
Com o aparecimento do actual líder da autarquia, a lista de candidatos à Câmara apresentada pelo PSD, quase triplicou o número de votos. Este efeito não se replicou, nem se aproximou, com nenhuma das listas de candidatos à Câmara apresentadas pelo PS.
Provavelmente o PS, se pretende liderar a autarquia, deve rever os critérios na indigitação do seu candidato a líder, começando por construir uma “Job description” do candidato.

A alternativa é continuar a tentar aprender por “tentativa e erro”.

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Esclarecimento, por Artur Melo

O cidadão Jorge Osório Valdoleiros fez um conjunto de insinuações que convém esclarecer:


  1. a aquisição de bens de imobilizado reflectida como despesa para campanhas eleitorais não é permitida nem considerada para esse fim;
  2. por essa razão foi efectuado um aluguer de estruturas metálicas para a campanha de 2009;
  3. quanto ao palco, ele foi desenhado e construído por um privado que o cedeu sempre que necessário;
  4. a utilização das estruturas e do palco foram alugadas ao seu legitimo proprietário pelo movimento Marco Positivo, conforme a lei em vigor.
Se houvesse o cuidado de questionar o mandatário financeiro da candidatura de 2009, António Mota, o director da campanha de 2009, Rui Valdoleiros, ou eu próprio, ou mesmo a mera consulta e informação sobre o tema, evitar-se-ia vir para a praça pública acusar inutilmente pessoas honradas.

Marco de Canaveses, 06.09.2013

Artur Melo

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Devem pensar que sou tótó !

Hipocrisia e mentira são coisas que me tiram do sério.

Pior fico quando qualquer um de nós aceita como coisa pouca ou normal e até ser aceitável por se tratar de política. Então a política não é a mais nobre das causas? É quando damos e não pretendemos receber . . . Não aceito vestir e despir , tornar a despir e vestir os princípios que nos deveriam nortear na nossa vida política, desportiva, associativa, familiar, etc. Não consigo diferenciar o homem . . .

Atacar a minha dignidade não será bom processo, simplesmente me motiva, mais e mais.

Tenho sido acusado de empregador tirano . . . diretor de campanha desonesto recentemente, faz algum tempo de insultador politico a "figuras públicas", motivador de destruição associativa . . . que mais se seguirá?

Mas é bom . . . perdoem-me, devo estar a executar um bom trabalho para ter tanta importância!

Os verdadeiros Homens da nossa terra conhecem bem os meus defeitos e as minhas virtudes.


quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Funeral interrompido por falta de sepultura

In expresso.pt:

Aquele que seria o primeiro enterro no novo espaço do cemitério da freguesia de Fornos, em Marco de Canavezes, acabou por se transformar num caso insólito. Previsto para domingo de manhã, teve que ser inesperadamente adiado. Tudo por causa de uma rocha.
A situação caricata ocorreu no preciso momento em que se ia sepultar o defunto. "O coveiro não conseguia abrir mais 50 centímetros na cova porque por baixo é só rocha", relata um cidadão ao Expresso, que pediu o anonimato. O local situa-se numa área que resulta de obras de ampliação e foi inaugurada no passado dia 18. Esta segunda-feira, o falecido aguarda na capela que a situação seja resolvida, adianta, enquanto se vêem "martelos pneumáticos de grande potência a rebentar estas rochas".
A Câmara Municipal de Marco de Canavezes confirma ter sido detetado o problema pela necessidade do enterramento, e garante que foi "posto em marcha, no imediato, um plano de contingência com os técnicos da autarquia".


Ler mais: http://expresso.sapo.pt/funeral-interrompido-por-falta-de-sepultura=f827497#ixzz2dHKuXHRF

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Um comentário assertivo

João Valdoleiros, um dos nossos leitores mais atentos e assertivos, fez há dias um comentário que nos atrevemos a passar a post com a devida vénia...

"Mantive durante tempo, que entendi como suficiente, uma propositada atitude de contenção da minha opinião sobre a vida política do Marco, opinião que entendo democraticamente ser um direito de cidadania de todo e qualquer cidadão marcuense, e não só.
Nunca deixei de tentar acompanhar as incidências das lutas político-partidárias, procurando manter-me informado.
Porém, lamento constatar, que no Marco a proliferação dos autores anónimos se faz em progressão geométrica, talvez por se envergonharem da baixeza moral e da total falta de lisura nos seus comentários, alguns assemelhando-se a autênticos vómitos biliosos, mais próprios dos seus "maus fígados".
A Vida sempre me ensinou que a maledicência é o fruto da inveja, é a arma dos impotentes, dos incapazes, dos pobres de espírito.
Nunca perdi a crença, que um dia poderia orgulhar-me de referir em todos os lados que o Marco era a terra adotada por mim há quase 70 anos, a terra natal de meus filhos e netos, mas aquela crença começa a vacilar tal a avalanche de acontecimentos de caráter político, que são a negação dos valores que sempre defendi como democrata.
Acreditei, ilusão de velho, que o meu Marco se poderia redimir de todo um passado político que não nos honra, não nos orgulha. O vale tudo, o jogo de bastidores, nunca foram maneiras minhas de estar na Política. Não sei lidar, nem quero vir a aprender jogadas de cintura.
Tudo, e todo o meu tempo que disponibilizei na minha vida política, foram-no sem preconcebidas ideias e muito menos sem pretender quaisquer prebendas, que não servir a Democracia e o Socialismo.
Lamentavelmente, os valores da Democracia foram devorados por uma partidocracia doentia,incapaz de um ato de contrição, prenhe de ambições pessoais desmedidas.
As palavras,diz o autor,leva-as o vento, mas as obras e os atos ficam.
O Marco merece,bastante mais,melhor gente.
Os melhores cumprimentos aos leitores"
João Valdoleiros 

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Explicações

Sim, foram retirados pela administração do Marcoense 5 ou 6 comentários a um post do António Ferreira sobre o clima da escola. Não é atitude que agrade a quem escreve no Marcoense termos que ser obrigados a algo tão radical, mas não abona a favor da discussão publicar ou difundir comentários ofensivos, ainda por cima ao abrigo do anonimato. Por isso, ficou decidida uma maior rigidez em termos de avaliação do conteúdo dos mesmos. Os comentários retirados eram do tipo em que é difícil, sem conhecer a realidade dos factos, entender a sua gravidade. Por isso foram publicados. Não serão publicados mais comentários do mesmo teor e poderemos mesmo deixar de publicar comentários anónimos. Não o queríamos mas, e com o clima eleitoral e político a aquecer, a tal podemos ser obrigados.
Apelamos aos nossos estimados leitores que se identifiquem sempre que comentem, como também nos identificamos sempre que escrevemos. 
Obrigado.

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Um Marco adiado?, por António Ferreira

Este executivo fica na história do Marco. Ao “anular” o contrato em vigor com as “Aguas do Marco” já conseguiu numa instância a condenação em 17 milhões de euros a que se devem juntar os juros devidos. Dizem que em honorários para os assistentes no âmbito deste processo, já terá sido desembolsada a quantia de aproximadamente 2 milhões de euros. Só aqui, no pior cenário, e não contabilizando o investimento não realizado na rede de água e saneamento, temos quase um orçamento municipal “cabimentado”. Pelo caminho o líder da autarquia já anunciou a sua intenção de (com o nosso dinheiro) esgotar todas as possibilidades de recurso, isto é, vai “empurrar o problema com a barriga”. 

Pelos terrenos “invadidos” para a construção da Avenida Europa, dizem que a “ousadia” pode vir a custar uns módicos 4 milhões de euros. 

Manuel Moreira continua a afirmar que paga as obras que faz. No caso de sair vencedor nestas eleições, com que verba pretende pagar?

Estranhamente, o Centro Cultural Casa dos Arcos, dizem-me que terá obtido um financiamento, em aproximadamente 80% mas, por que dificuldades financeiras da autarquia para suportar a parte que lhe competia, ficou adiado. 

O Centro Escolar de Soalhães, financiado em cerca de 85%, não viu a luz porque a autarquia não dispunha da verba correspondente a 15% do investimento. De realçar que para implantar o projeto, a autarquia adquiriu um terreno pela módica quantia de 500 mil euros que posteriormente “descobre” não permitir a construção! Foi-se o projecto do Centro Escolar, mas pode a autarquia dedicar-se à agricultura! 

Se era genuína a vontade de construir o Centro Escolar poderiam seguir a metodologia utilizada no caso “Nanta”. Segundo o que me foi dado ler, terá sido construída uma obra, em terreno que não o permitia, e posteriormente, por proposta da autarquia, foi suspenso o PDM! 

Por oposição o projeto de requalificação urbana, financiado a 85%, não teve qualquer entrave! Opções! 
Este executivo herdou uma Câmara com uma elevada divida e consegue o feito de quase duplicar a divida sem obra. É obra!