domingo, 31 de julho de 2011

Muitos comentários e muita polémica

Nas últimas semanas algumas polémicas tem originado muitos comentários no MCN que merecem ser (re)lidos:
 
A primeira polémica surge associada ao post “Confusão na Educação I”, não por causa do que se passava no Ministério de Educação, mas devido à confusão que pelos vistos existe também no Agrupamento das Escolas do Marco. 
 
São trinta e seis comentários que abordam a substituição da subdirectora, o modo peculiar como esta substituição foi comunicada, com acusações de má educação, abusos de poder, prepotência, incompetência, incúria e até de desvios de dinheiro. Um autêntico “lavar roupa suja sem saber de que lado está a nódoa”, como escrevia um dos nossos leitores.
 
Esta substituição não será já a primeira, anteriormente terá sido também dada uma entrevista pelo Director do Agrupamento ao jornal A Verdade onde se dizia que os professores do agrupamento eram incompetentes, especulou-se que este não terminaria o seu mandato porque teria intenções de pedir a reforma antecipada, …
  
Como conclusão concordo com outro leitor que afirma que lhe parece que o problema está no facto dos diferentes Órgãos da Escola não funcionarem devidamente e estaria a falar mais concretamente do seu Conselho Geral.
 
A segunda polémica foi provocada pelo último "Comunicado do PS Marco", o que levou que muitos leitores demonstrassem o seu descontentamento com Manuel Moreira. Quarenta e seis comentários de leitores onde se cruzam acusações de Boys, de Tachos, de Cartões de Partido e de Padrinhos. Discutiu-se se um assessor devia ser escolhido pela fidelidade ou pela competência para o cargo.
 
Debateu-se sobretudo a justiça deste fabuloso aumento a um assessor quanto todo o país e os próprios funcionários da autarquia tem cortes nos seus salários. Criticou-se o executivo por gastar o dinheiro em festas, quando não existe dinheiro para obras.
 
Não tendo argumentos os defensores do executivo camarário tentaram desviar a atenção mais uma vez para ataques mais ou menos pessoais contra aqueles que não tem responsabilidade na situação grave por que passa o nosso concelho.
  
Interessante foi que se também falou da posição de Bento Marinho, que tem vindo a distanciar-se cada vez mais das posições de Manuel Moreira. Como foi bem lembrado por um leitor este até já ameaçou abandonar o seu lugar de deputado na Assembleia Municipal.
  
Também escrevi este post por sugestão de um leitor que considera que toda esta última polémica não é mais do que a “ponta do iceberg", da relação entre Bento Marinho e Manuel Moreira.

Os ponteiros do Relógio, por Rodrigo Lopes

Por volta das 15.00h do dia 29 de Julho de 2011, mais de 20 sessões de Audiências de Julgamento, foi aberta a Audiência de Discussão e Julgamento para leitura do acórdão do conhecido processo do "Relógio".
Os Advogados de defesa já haviam esgrimido todos os seus argumentos, alguns deles foram demasiado políticos e pouco jurídicos. De tudo um pouco se passou ao longo das diversas sessões de audiências de julgamento. A prova foi esmiuçada ao pormenor, no que diz respeito à prova produzida, pouco terá escapado ao colectivo de juízes, pois o rigor, a exigência e atenção dispensada por esse colectivo de juízes, foi notória. Este acórdão era esperado com muita expectativa, quer por juristas quer pela comunidade Marcoense e, naturalmente, pelos próprios arguidos.
A questão que se colocava, era saber se um autarca, por ter sido eleito pelo Povo, podia usar dinheiro público, afecto ao interesse público, na comparticipação de uma prenda de aniversário a um outro autarca, neste caso, o então Presidente da Câmara?
Como é sabido, os orçamentos das Juntas de Freguesia são muito reduzidos, pelo que uma contribuição de €500,00, tendo em conta esse orçamento, não é propriamente algo de simbólico.
Porventura alguém admitiria como lícito que os Presidentes da Câmara deste País decidissem juntarem-se para presentear um outro Presidente, comparticipando cada um com €10.000,00, por exemplo, com dinheiro do erário público, para deste modo, oferecerem um apartamento a esse Presidente de Câmara?
Claro que não.
Não tenho dúvidas que estes autarcas são pessoas de bem, talvez demasiado pessoas de bem, que deram pelas suas terras o que sabiam e podiam dar. Mas uma coisa resultou evidente deste processo Judicial, a impreparação de alguns autarcas para ocuparem os cargos para que foram eleitos. Não sabem quais são as suas competências, o que podem e não podem fazer no exercício dos seus cargos.
A política Marcoense sempre se centrou no culto da personalidade, e assim continua a ser. Esse culto da personalidade esvaziou o sentido da independência dos Presidentes de Junta, que uma vez eleitos, procuram abrigo junto do Sr. Presidente da Câmara, na perspectiva de obter vantagens, que de outro modo, não obteriam para a sua Freguesia, e por essa razão, aderem ao seu grupo político, perdendo o sentido crítico nas opções políticas, passando a comportarem-se, nas palavras do Sr. Juiz Presidente como, "uma Maria vai com todas". E a Maria, que até era inocente, de tanto ir com todas, deixou de se esforçar e de pensar pela sua cabeça, até que um dia as coisas acontecem, e acontecem aos melhores, precisamente porque se instalou o sentido da preguiça do pensamento, da independência, de pensar pela sua própria cabeça.
O que, lamentavelmente, aconteceu a estes autarcas pode acontecer novamente. Os ponteiros do relógio continuar a andar no mesmo sentido.
Nada mudou. A maioria tem sempre razão, os Presidentes de Junta, eleitos como Independentes, deixam de ser independentes e integram o grupo político maioritário. Os Presidentes estão, salvo algumas excepções, com a maioria, a maioria está com a maioria e com o Presidente. O Presidente decide, a maioria apoia, nunca discorda, têm sempre razão. Na composição da mesa da Assembleia Municipal, nem um elemento da oposição tem lugar, uma só cabeça decide a interpretação que dá ao Regimento.
Assim se reforça o culto da personalidade.
O País está a fazer um esforço colossal, os portugueses e os Marcoenses sentem na pele a crise nacional e internacional. Depois de se ter prometido não subir os impostos, a primeira medida deste governo foi, precisamente, subir os impostos aos Portugueses, cortando metade do subsídio de Natal. Os portugueses aceitam, resignam-se, pelo bem do País, e fazem o esforço que lhes é pedido. Esse esforço é para todos os portugueses, mesmo para os militantes do PSD.
No entanto, o Sr. Presidente da Câmara decide aumentar em 16% uma assessor, militante do PSD, com o argumento de que, com as medidas governativas, o vencimento liquido do assessor foi reduzido. Pois bem, foi o do assessor e foram os salários de todos os Portugueses. E foram reduzidos porque o objectivo era precisamente esse, ou melhor, o objectivo até não era reduzir, era pagar menos, era reduzir despesa pública. Aumentando o vencimento para compensar a redução da retribuição, é humilhar os restantes portugueses e Marcoenses, é dar um sinal de que uns são mais que os outros, é desviar-se do sentido de mobilização do País e colocar de lado o Marco do esforço nacional e colectivo que nos é pedido.
Impunha-se ao PSD uma tomada de posição contra esta medida, que envergonha o Marco e os Marcoenses.
Relativamente ao Acórdão que condenou os autarcas do Marco, esgotou-se a 1ª etapa, certamente que virá a fase do Recurso, vamos esperar o que daí resultará.
Mas uma coisa é certa, nada será como dantes, e seja qual for o resultado final, valeu a pena, a Maria pode continuar a ir com todas, mas agora sabe que pode perder a
sua inocência, e que mais vale andar só que mal acompanhada.


Rodrigo Lopes

Atleta marcoense campeão nacional - com fotos




O jovem Pedro Pinto do CC Marco renovou o título de campeão nacional na categoria de infantis no Campeonato Nacional que decorreu durante o fim-de-semana de 23 e 24 de Julho na cidade de Mangualde.
Os jovens ciclistas da “Escola de Ciclismo Poeta José Monteiro” - Clube de Cicloturismo do Marco voltaram a marcar a diferença e os bons resultados nas diversas categorias em que participaram, permitiram ao clube marcuense conquistar o segundo lugar do pódio entre todos os clubes participantes.
Na classe de Infantis, Pedro Pinto foi primeiro, seguido de Manuel Baião que foi segundo, e que é justamente o vice-campeão nacional, enquanto Leandro Silva foi 4.º classificado. Emanuel Oliveira foi 14.º e João Silva conquistou o 18.º lugar.
Na classe de Benjamins Vítor Queirós terminou na quarta posição, e na categoria de iniciados Nuno Moura terminou em 14.º lugar. Finalmente na categoria de juvenis Jorge Silva terminou a classificação geral em oitavo lugar, enquanto Joaquim Moura terminou em 78.º lugar.
Os jovens atletas da Escola Poeta José Monteiro deixaram orgulhosos os dirigentes do clube que tem investido muito do seu tempo - obrigados mesmo a um esforço financeiro para conseguir manter os jovens em competição, numa equipa verdadeiramente 100% amadora.
Os jovens ciclistas da Escola Poeta José Monteiro são treinados pelo técnico Sérgio Pinto, apoiado por Joaquim Azevedo e José Fernando Oliveira. O trabalho desempenhado por estes responsáveis, a par dos jovens ciclistas, merece ser destacado, pois a escola lançada à três anos, o que corresponde à participação em três campeonatos, em todos conquistou pelo menos um titulo
de campeão nacional, um feito nunca outrora alcançado por outra equipa.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Tribunal condena 19 autarcas Marcoenses


O Tribunal do Marco de Canaveses condenou esta sexta-feira a três anos de prisão, com pena suspensa, 19 autarcas de freguesia por terem em 2004 usado dinheiro das juntas para pagar um relógio de ouro oferecido a Avelino Ferreira Torres.

O colectivo de juízes considerou provado que os 19 autarcas praticaram um crime de peculato em coautoria.

Os arguidos, entre os quais presidentes, secretários e tesoureiros, foram também condenados a restituir às respectivas juntas de freguesia, no prazo de três meses após trânsito em julgado do acórdão, o valor usado para a aquisição do relógio, em média cerca de 500 euros por autarquia.

Outros seis autarcas de freguesia neste processo, também arguidos e que vinham acusados pelo Ministério Público do mesmo crime, foram absolvidos pelo tribunal.

O relógio de pulso em ouro, avaliado em 15 mil euros, foi oferecido em Novembro de 2004 ao antigo presidente da câmara numa festa de aniversário e de despedida quando Avelino Ferreira Torres já tinha anunciado a sua candidatura ao município vizinho de Amarante.

Aguardam-se notícias mais pormenorizadas e comentários acutilantes. Estou com curiosidade de saber a opinião dos militantes e simpatizantes do CDS/PP e também dos seus novos colegas de coligação.

Mais notícias sobre o "relógio" aqui, aqui, aqui e aqui.

O Sr. Alfredo e a Sr.ª Teresa

O Sr. Alfredo é uma velha raposa da política nacional.
A Sr.ª Teresa é nova na política nacional.
O Sr. Alfredo é acutilante e, em regra, bem preparado.
A Sr.ª Teresa é mordaz e, em regra, mal preparada.
O Sr. Alfredo foi vitíma da verborreia da Sr.ª Teresa.
A Sr.ª Teresa recebeu na justa medida o que fez ao Sr. Alfredo.
O Sr. Alfredo gosta de servir a vingança em prato frio.
A Sr.ª Teresa ferve em pouca água.

O Mário Crespo deixou rolar o marfim.

Confira no link abaixo.
http://aeiou.expresso.pt/teresa-caeiro-e-alfredo-barroso-trocam-insultos-na-sic-noticias-video=f664495

terça-feira, 26 de julho de 2011

Como o Mercado funciona

O Estado tem a despesa mais elevada que a receita (défice público) e precisa de equilibrar as contas. O Estado decide que a maneira mais rápida e eficiente é recorrendo ao aumento da receita (leia-se aumento dos impostos directos, como o IRS, ou dos impostos indirectos, como o IVA). Para se acelerar este processo  o Estado cria um imposto extraordinário.

Ironicamente denomina-se a esta atitude como uma política de austeridade (na minha humilde opinião deveriam chamar-lhe uma política de aperto do cinto ao contribuinte fiscal).

Como o Mercado funciona, os contribuintes individualmente tomam decisões e cortam nas suas despesas, nomeadamente aqueles que tinham os seus filhos em colégios privados decidem optar por os inscrever em escolas públicas, por não terem dinheiro para pagar a mensalidade.

A falta de vagas obrigará o Estado a responder a esta procura, o que provocará um aumento das despesas na educação.

Provavelmente os nossos decisores políticos recorrerão a novo aumento da receita para voltar a equilibrar as contas públicas (leia-se novos aumentos dos impostos).

Como o Mercado continuará a funcionar, os contribuintes individualmente tomarão decisões e cortarão nas suas despesas. Possivelmente trocarão outros serviços privados pelos públicos, como por exemplo os da saúde.

Provavelmente …

Interessante é que uma decisão de reduzir o Estado mal implementada poderá provocar um crescimento do Estado!

Ciclo-Turismo do Marco vice-campeão nacional

João Moura, presidente do Clube de Ciclo-turismo do Marco, escreve-nos orgulhoso dos resultados obtidos por este clube nos campeonatos nacionais em Mangualde. Por equipas, o clube marcoense foi vice-campeão nacional:


Benjamins
: Vitor Queirós - 4º Lugar

Iniciados: Nuno Moura - 14º

Infantis: Pedro Pinto - 1º Lugar - Campeão Nacional
Manuel Baião - 2º Lugar - Vice Campeão
Leandro Silva - 4º Lugar
Emanuel Oliveira - 14º
João Silva - 18º

Juvenis: Jorge Silva - 8º
Joaquim Moura - 78º

Resultado das eleições no Marco

Nas eleições para Secretário-Geral do PS, e no Marco de Canaveses, o resultado foi de 86 votos para a lista B, "A Força das Ideias", de Francisco Assis e 53 votos para a lista A, "O Novo Ciclo", de António José Seguro. É certo que a nível nacional a lista A ganhou com folgada vantagem, mas isso só reforça o excelente resultado que Francisco Assis teve no Marco, que podia ser muito mais expressivo não estivéssemos numa altura de calor e férias, o que afastou mais de metade dos militantes das urnas.

domingo, 24 de julho de 2011

António José Seguro venceu as eleições no PS

Na sua primeira declaração como líder do PS, Seguro deixou alguns recados para o Governo de coligação PSD/CDS-PP: António José Seguro afirmou que o PS não estará disponível para uma revisão da Constituição (“o PS não considera que exista um problema constitucional em Portugal”).
 
Antes, Francisco Assis tinha dito aos jornalistas, que assumia a sua derrota e não iria “iludir essa questão”. Mas prometeu que continuará a lutar pelas suas ideias “dentro e fora do PS”.
 
Manifestando-se “disponível” para “travar todos os combates políticos”, Assis rejeitou ser o protagonista de novas divisões internas: “Não concebo a existência de oposições internas. Nunca me constituirei numa reserva moral ou política.”
  
Eu tinha considerado, neste blog, que considerava que ambos poderiam realizar um bom lugar como Secretário-geral. Ontem foram concorrentes a um lugar (e eu apoiava Francisco Assis), mas de certeza que agora estarão a trabalhar em conjunto.

sábado, 23 de julho de 2011

Apertar o cinto é só para alguns


"Despacho n.º 1/XII — Relativo à atribuição ao ex-Presidente da Assembleia da República Mota Amaral de um gabinete próprio, com a afectação de uma secretária e de um motorista do quadro de pessoal da Assembleia da República.

Ao abrigo do disposto no artigo 13.º da Lei de Organização e Funcionamento dos Serviços da Assembleia da República (LOFAR), publicada em anexo à Lei n.º 28/2003, de 30 de Julho, e do n.º 8, alínea a), do artigo 1.º da Resolução da Assembleia da República n.º 57/2004, de 6 de Agosto, alterada pela Resolução da Assembleia da República n.º 12/2007, de 20 de Março, determino o seguinte:

a) Atribuir ao Sr. Deputado João Bosco Mota Amaral, que foi Presidente da Assembleia da República na IX Legislatura, gabinete próprio no andar nobre do Palácio de São Bento;

b) Afectar a tal gabinete as salas n.º 5001, para o ex-Presidente da Assembleia da República, e n.º 5003, para a sua secretária;

c) Destacar para o desempenho desta função a funcionária do quadro da Assembleia da República, com a categoria de assessora parlamentar, Dr.a Anabela Fernandes Simão;

d) Atribuir a viatura BMW, modelo 320, com a matrícula 86-GU-77, para uso pessoal do ex-Presidente da Assembleia da República;

e) Encarregar da mesma viatura o funcionário do quadro de pessoal da Assembleia da República, com a qualificação de motorista, Sr. João Jorge Lopes Gueidão;

Palácio de São Bento, 21 de junho de 2011

A Presidente da Assembleia da República, Maria da Assunção Esteves.
Publicado  DAR II Série-E — Número 1
24 de Junho de 2011"