quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Subir os impostos

Mais impostos, felizmente só sobre os maiores rendimentos, pode ler-se aqui e aqui. Mais impostos sobre as empresas. Mais impostos sobre as mais valias mobiliárias. Mais imposto no IVA para poder compensar a redução “prudente” no TSU.

Sobre os cortes colossais na despesa, nada de novo. O nosso Ministro das Finanças ainda vai ter que estudar. Ele estuda muito, mesmo muito, é de certeza daqueles cabulões que estudam muito, como se pode ler aqui.

Mas será que irá passar o exigente exame que tem pela frente?

A resposta às questões deste exame não pode ser sempre SUBIR OS IMPOSTOS.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Desvio colossal

O “Jardim” lá no mar plantado já contribui com 500 milhões de euros para o défice público nacional, pode-se ler aqui e aqui. Este valor equivale a 0,3% do PIB.

Enquanto uns sofrem aumentos … nos impostos … outros aumentam o défice. É justo!

2ª Noite do Fado


O leitor Leonardo Machado pede-nos para divulgar o seguinte:

No próximo dia 10 de Setembro, pelas 21h30m, realizar-se-á no Complexo Desportivo de Constance, a 2ª Noite de Fados organizada pela Tuna Sénior de Santa Eulália de Constance, com o apoio da Junta de Freguesia de Constance.
A iniciativa contará com a presença do Grupo de Fados e Guitarradas da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, o Grupo de Fados do ISEP e o Grupo de Fados de Medicina do Porto.
A reserva de mesas deverá ser efectuada e paga antecipadamente, até ao dia 8 de Setembro, e terá um custo de 5 fados por pessoa. A ementa por mesa será, rojões, moelas, salgados, caldo verde, vinho da região e outros petiscos. As reservas de mesa poderão ser feitas ligando para o 918294669 ou para o 919071876.
A entrada para a bancada não necessita de reserva e terá um custo de 1 fado por pessoa.

sábado, 27 de agosto de 2011

A turma do funcionalismo

Merece a pena lermos esta notícia do i intitulada “35 anos de democracia, 20 ministros das Finanças. A turma do funcionalismo”, para entendermos uma das principais razões porque existe um peso tão grande do Estado em Portugal.

Claro que esta estória se repete em muitas das Democracias Ocidentais, não sendo problema exclusivo dos Portugueses.

A notícia do i explica que “a esmagadora maioria nunca conheceu outra realidade senão a da carreira docente e o casulo quente e doce da administração pública, empresas e instituições do Estado. Praticamente todos marcados por uma experiência de grau ZERO no funcionamento de uma empresa privada, praticamente todos marcados por uma visão de funcionalismo público”.

Afirma-se também que esta é “uma tradição que tem o seu santo patrono naquele ilustre professor de Santa Comba Dão”, opinião que eu partilho.

Eu sempre me preocupei que a experiência da grande maioria dos nossos principais dirigentes (quando existe) tenha sido obtida à sombra do "Estado" (*), dando-lhes uma visão cooperativista do sistema existindo até a Utopia que este "Estado" se consegue suportar a ele próprio. Grandes discussões que já tive com muitos desses “funcionários” que vivendo dentro desta realidade tem óbvia dificuldade de perceber que esta “máquina” tem de ser alimentada. Esta hipotética “máquina de movimento perpétuo”, tal como as suas congéneres da Física violam as mais básicas leis.

Claro que os políticos descobriram que poderiam simular este “movimento perpétuo” com um défice público que se tem vindo a manter há décadas, atravessando governos de várias cores políticas.

Interessante é que quando decidem cortar o alimento da “máquina” ficam admirados por esta começar a parar.

Este governo, pelo menos até agora, limitou-se a repetir a receita, não se preocupando com o que se passa fora desta “máquina” e exigindo até esforços ainda maiores aos Portugueses para que esta Utopia continue a funcionar.

O i termina recordando que “temos sido governados por professores e funcionários públicos”. “Não estamos afinal tão longe do espírito que animava o sonho socialista e as economias centralizadas, onde estava tudo seguro, protegido, garantido, pelos séculos dos séculos”.

(*) Quando escrevo aqui "Estado", não me refiro só aos funcionários públicos, que são também vítimas do sistema, ou aos organismos e empresas públicas. Refiro-me também, e principalmente, às Empresas Privadas que vivem à sombra do Orçamento Geral do Estado.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Posição do PS sobre o imposto especial

Tivemos acesso à posição oficial do PS Nacional sobre um novo imposto:


Na sequência das notícias que dão conta da possibilidade de criação de um imposto especial sobre os rendimentos dos mais ricos, o Partido Socialista vem por este meio reafirmar a sua posição de princípio favorável a qualquer iniciativa que assegure justiça e equidade às contribuições fiscais dos portugueses, garantindo redistribuição da riqueza nacional e reduzindo sensivelmente a diferença entre os rendimentos dos mais pobres e dos mais ricos.

Neste sentido, o Secretário-Geral do PS solicitou hoje ao grupo parlamentar que estudasse e apresentasse novas formas de taxação sobre rendimentos de capital que garantam uma repartição mais justa e equitativa dos sacrifícios que estão a ser pedidos aos portugueses, em linha com a proposta que o PS apresentou no Parlamento para aplicação da sobretaxa a rendimentos de capital (depósitos e dividendos) e que foi chumbada pela maioria de direita.

António José Seguro considera “profundamente injusto que o Governo tenha sido lesto a tributar extraordinariamente os rendimentos do trabalho dos portugueses, como no caso do subsídio de natal, e hesite tanto em acompanhar o PS nas propostas de taxação dos rendimentos de capital. Mas é apenas mais uma entre muitas hesitações do Governo."


quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Desemprego volta a subir em Julho


Uma subida brusca de 230 inscritos no IEFP no mês de Julho inverte totalmente a tendência de descida no número de desempregados no concelho do Marco. São agora 3.807 desempregados, valor que não era atingido há mais de seis meses.

IC35, a “promessa” de Luis Vales

Assinei a 2 de Fevereiro esta petição, que teve também o apoio de muitos Marcoenses com destaque para o apoio público de Manuel Moreira, mas já depois, a 29 de Abril, tinha dito aqui que o “PSD engana os Marcoenses”.

Na campanha eleitoral repetidamente o PSD prometeu realizar esta obra.

A 8 de Julho, um leitor desabafa na sequência de uma carta enviada pelo Deputado do PSD Luís Vales, onde este afirma que “existem alguns projecto em Marco de Canaveses que considero essenciais, como a construção do IC35".

Agora revolto-me ao ler aqui que “PSD e CDS travam recomendação ao Governo para construção urgente do IC35”. Mais uma “promessa” que o PSD não vai cumprir?

Jardim e Torres

Luís Lavoura, no Speakers’ Corner, no post “Madeira” escreve que “os ratos começam a abandonar o navio”.

E acrescenta que “…o descalabro financeiro da política conduzida ao longo de decénios pelo PSD-Madeira está cada vez mais próximo e inevitável. A Madeira está falida…”

Afirma que “os adeptos e compagnons de route do PSD nacional … começa, a denunciar Alberto João Jardim…”

Até aqui concordo completamente com a análise de Luís Lavoura, mas quando compara esta situação com “o ex-cacique de Marco de Canavezes, o tenebroso Avelino Ferreira Torres, que militava e era apoiado pelo CDS, teve o mesmo destino de ser vilmente abandonado pelos seus camaradas quando os ventos mudaram de feição”, as minhas divergências são várias:

1. Não considero que Avelino Ferreira Torres seja já um ex-cacique, com o meu próprio espanto, nas últimas eleições autárquicas em Marco de Canaveses foi a segunda força política mais votada, logo a seguir ao PSD, conseguindo eleger dois vereadoes (em sete).

2. Avelino Ferreira Torres continua a militar no CDS e recentemente foi de novo eleito Presidente da Concelhia do CDS Local.

3. Avelino Ferreira Torres sempre teve o apoio do CDS. Em 2005 o seu número dois e muitos dos seus apoiantes estiveram nas listas do CDS, em 2009 contou com a “ausência” das candidaturas do CDS para poder concorrer como “independente”, mas tinha mesmo assim o apoio declarado das principais figuras do CDS local.

4. É omitido que, pelo menos no passado, Avelino Ferreira Torres também foi apoiado pelo PSD, tendo conseguido importantes vitórias em “coligações” com este partido. Mesmo na preparação das eleições de 2005 existiram avançadas negociações para um acordo deste dois partidos para as listas de Marco de Canaveses.

5. E na minha opinião o abandono foi mais estratégico que real e hoje Avelino Ferreira Torres só não está numa posição mais forte em Marco Canaveses porque existiu um tremendo voto útil nas eleições autárquicas de 2009 na lista do PSD por parte dos simpatizantes socialista com o único fim de impedir o regresso deste cacique à Presidência da Câmara Municipal de Marco de Canaveses.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Boas ou más notícias?

O défice do Estado ultrapassou os 6,68 mil milhões de euros entre Janeiro e Julho, uma queda de 25 por cento, podemos ler aqui e aqui.

Também se pode ler que a receita do Estado cresceu 4,4 por cento, o que representa uma desaceleração de 0,4 pontos percentuais em relação ao mês anterior, “justificado, em grande medida, pelo abrandamento do crescimento da receita do imposto sobre o valor acrescentado”.

Esta desaceleração já se tinha feito sentir na execução orçamental de Junho e vem comprovar a inversão da tendência das receitas fiscais, que estão a desvanecer-se com o regresso da economia portuguesa à recessão.

Interessante é que em Junho anunciava-se aqui que o Estado tinha chegado ao final do primeiro semestre com um défice provisório de 6,151 milhões de euros, quase três vezes mais do que o valor registado até Maio.

Algo não bate certo na comparação destes dois valores, será que a notícia de Julho era só para justificar um desvio colossal?

Na minha opinião e depois de algumas contas muito simples com os dados da execução orçamental a partir do site da DGO, com que não vou maçar ninguém aqui, facilmente se percebe que alguém teve o trabalho de aumentar os dados da despesa em Junho para depois ter uma “brilhante” queda em Julho. Engraçado que soma deste dois meses tudo se equilibra, pelo que não deve existir nenhum aumento de despesas em Junho, nem grande queda em Julho.

Isto não é Economia, é meramente Engenharia Financeira…


Depois temos alguns “diferenças” no modo em como é dada a notícia da execução orçamental de Junho. Se tivesse sido dada do mesmo modo da notícia de Julho, esta teria sido assim:


O défice do Estado ultrapassou os 6,15 mil milhões de euros entre Janeiro e Junho, uma queda de 21 por cento.


Depois disto ainda alguém pode dizer que não se manipulam as notícias?