segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Acidente Mortal no Rio Douro

Um jovem de 17 anos morreu hoje afogado numa praia fluvial não vigiada em Vimeiro, freguesia de Sande. Pode-se ler no site do jornal A Verdade que: "O local é conhecido como sendo uma praia, mas não está legalizado para o efeito, nem tem vigilância. Na altura do acidente, o local estava cheio de veraneantes."

Para a família do jovem Afonso as nossas sinceras condolências.


Dias Decisivos

Hoje, quase todos concordam que o Contrato realizado em 30 de Dezembro de 2004 com a Águas do Marco é um mau contrato para o Município do Marco, mas quais eram as posições nos dias decisivos em que este contrato foi votado no executivo da Câmara Municipal e na Assembleia Municipal.

No dia 15 de Dezembro de 2004 a Câmara deliberou por maioria, com uma abstenção do senhor vereador do Partido Socialista aprovar as presente alterações ao contrato inicial .

No dia 28 de Dezembro de 2004 a Assembleia Municipal, no seu ponto dezasseis , apreciou e deliberou , sob proposta da Câmara Municipal, de “Contrato de concessão da exploração e gestão dos sistemas de abastecimento de água para consumo público e de recolha, tratamento e rejeição de efluentes do Concelho do Marco de Canaveses”.  Solicitado para a introdução da proposta, o Presidente da Câmara, Avelino Ferreira Torres, informou que, no documento, se apresentavam as alterações efectuadas, e que favorecem o município, para se poder fazer a escritura.

Não havendo inscrições para uso da palavra, o Presidente da Mesa passou de imediato, à votação, tendo este ponto sido aprovado por maioria, com nove votos contra, duas abstenções e quarenta e seis votos a favor.

No dia 30 de Dezembro de 2004 a Câmara deliberou efectuar a respectiva escritura pública, cuja minuta se anexava. O que foi deliberado por maioria, com três abstenções dos Senhores Vereadores do Partido Socialista e PSD.

Pelo Sr. Vereador do PSD foi prestada a seguinte declaração de voto: “Abstenho-me, embora não tendo nada contra, não estive no início de toda a discussão".

Os Senhores Vereadores do Partido Socialista, apresentaram a seguinte declaração de voto: “sendo este um processo que desde o início nos levantou muitas dúvidas e com o qual não estivemos de acordo, e considerando as vicissitudes conhecidas da adjudicação em causa, os Vereadores do Partidos Socialista abstém-se desta votação.”

Hoje, argumenta-se que não se estava bem informados para se poder votar com consciência, mas o que impedia cada um desses eleitos de não votar favoravelmente esse contrato? Nada. A realidade é que a maioria dos eleitos locais do Marco não pensam naquilo que estão a votar e limitam-se a “seguir as ordens do chefe”.

Como poderá a Democracia afirmar-se se os próprios não se dão ao respeito de assumir as suas responsabilidades políticas dos seus actos e depois pretendem defenderem-se com este tipo de argumentos.

Hoje, argumenta-se que o contrato deveria ser mais discutido e todos os documentos apresentados atempadamente antes da votação para serem analisados com rigor. Não compreendo é que nenhum deputado da Assembleia Municipal se tenha dado ao trabalho de intervir no dia 28 de Dezembro de 2004 ou realizado pelo menos uma declaração de voto.

E hoje, não continua a ser norma não existir discussão, e o Presidente da Câmara não continua a ter sempre a última palavra em todas as discussões, não admitindo um mínimo debate esclarecedor? Mas hoje não continuam a ser omitidas, ou só tardiamente disponibilizada, informações importantes sobre a gestão municipal mesmo quando ela é pedida repetidamente? E hoje, a maior parte das votações não são realizadas sem que os deputados da maioria intervenham no debate?

O que mudou? Na minha opinião muito pouco. Mas o que é importante é que alguns factos não sejam apagados da memória colectiva dos Marcoenses.

A principal fonte para ir buscar os factos para este meu post é a Declaração de Nulidade da Deliberação Camarária de 15 de Março de 2004, que pode ser lida na integra aqui.

sábado, 7 de agosto de 2010

Comunicado do PS Marco

O Presidente do PS/Marco, Artur Melo, enviou-nos o comunicado da CPC desta estrutura local sobre o problema da água e saneamento no nosso concelho:

No município do Marco de Canaveses mais de 2/3 da população não têm acesso a água e saneamento da rede pública. Esta situação é fruto de uma ausência de interesse da autarquia durante 23 anos de poder do CDS/PP e da falta de clarividência nos últimos 5 anos da maioria PSD, plasmada na recente condenação do município a pagar uma indemnização à concessionária.
Face a esta decisão, veio o executivo camarário anunciar que iria recorrer desta condenação, o que não é possível dado ter renunciado expressamente a essa possibilidade, conforme a cláusula 100º, ponto 6º, do Contrato de Concessão. Estas afirmações são incompreensíveis e denotam falta de lucidez num momento em que todos se obrigam a serem sérios na análise da situação ora criada. É um argumento falso e enganador, que mostra bem a falta de preparação com que a Câmara Municipal abordou este processo.
Temos direito a ser informados sobre o impacto que esta crise terá nos cofres do município. Aliás, foi o executivo que afirmou na Assembleia Municipal de 29/02/2008 que “a autarquia tem sempre capacidade para indemnizar a empresa, pois é questão do que se faz com o dinheiro do orçamento”. Assim sendo e face à inevitabilidade do cumprimento da sentença, de que forma esta condenação irá afectar o orçamento e a respectiva execução em vigor e anos vindouros? Quais as repercussões que terá na despesa corrente e de capital do município? Que rubricas serão objecto de corte orçamental? E quanto aos investimentos previstos na Modificação Unilateral do Contrato de Concessão relativos ao alargamento das taxas de cobertura de 82 % e 72%., respectivamente para água e saneamento previstos executar até 2016, estará a Câmara em condições de garantir os cerca de 28 M€ necessários para esta obra?
É que o que está em causa e resulta de toda esta trapalhada é um valor global de cerca de 45 M€, 17 M€ relativos à condenação em causa e os restantes 28 M€ para as obras na rede acima referidas. É muito dinheiro para tão depauperadas e mal geridas finanças municipais.
Por último, espera-se que os políticos que nos conduziram para esta situação tenham o bom senso de publicamente assumirem as suas responsabilidades e dêem expressão prática àquilo que afirmaram, “que a política sem riscos é uma chatice e sem ética uma vergonha”. Aguardamos, todos, com expectativa as consequências políticas deste acto que nos condenou a não sabermos quando teremos direito a sermos portugueses e europeus.
O PS e o Povo do Marco exigem explicações.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Eles andam aí

Um leitor que preferiu manter o anonimato (que raio, até o Jaime Nogueira Pinto teve a hombridade de dar a cara ao defender o indefensável: o Salazar), comentou no meu post sobre Pedro Passos Coelho que afinal é tudo "arrebatadora propaganda socialista", afinal, segundo este leitor, "o PSD não pretende cortar os salarios, antes aumentar o poder de compra." Arrebatadores são os seus argumentos, meu caro!
Primeiro acusa Manuel António Pina, um dos maiores críticos do Governo Sócrates, de fazer propaganda socialista, depois chama burros a todos os que têm lido e ouvido PPC e depois ainda faz umas contas mirambolantes segundo as quais ao baixar os salários se está a aumentar o poder de compra.
Essa de "envolver o mecenato para ajudar os cidadãos a ter uma saude mais célere" não entendo...
Alguma vez o mecenato teve um papel assim tão importante na vida do País? Estou mesmo a ver o Grupo Mello ou os bancos privados a financiar o SNS...

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Fazer contas

Aparentemente, o PSD do Marco não sabe o que custa aos marcoenses estar cinco (5!) anos sem qualquer avanço no saneamento, nem sabe o que nos vai custar pagar os 16 milhões. Aparentemente, o PSD Marco só se lembra do consumidor marcoense na altura de lhe pedir o voto. Quando já estão no poder, arriscam o nosso dinheirinho numa espécie de roleta gigante chamada prosaicamente de Tribunal. Ah, ainda faltam os milhões gastos com multas, juros e advogados...

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Lobo com pele de Lobo

Pedro Passos Coelho é o maior perigo que Portugal hoje enfrenta. Felizmente a sua máquina de propaganda não resiste ao discurso claro e comprometedor (esperamos), de quem o rodeia. Não resisto a transcrever na íntegra o fantástico artigo de hoje Manuel António Pina, no JN:

Chama-se Pedro Reis, é "gestor e empresário", foge-lhe o pé para a alegoria pirosa ("Se Portugal fosse uma família, o pai seria o défice orçamental... A mãe seria o défice externo" e teriam um "filho balofo", o endividamento, e uma "filha raquítica", a competitividade) e foi escolhido por Passos Coelho para lhe dar "ideias" para o seu "programa de governo". E tenha medo, leitor, tenha muito medo, porque essas "ideias" lhe dizem respeito. De facto, fique a saber que ganha mais "10% a 15%" do que devia. Por isso um futuro "governo do dr. Passos Coelho" deverá, para alimentar a "filha raquítica" da competitividade das empresas, diminuir os impostos que as empresas pagam e baixar em "10% a 15%" os salários que lhe pagam a si e restantes trabalhadores. E dê-se o leitor por satisfeito, porque nas recentes Jornadas Parlamentares do PSD a "ideia" era levar-lhe, não 10% a 15%, mas 20% do salário. Depois das "ideias" para acabar com o SNS e com a escola pública e liberalizar os despedimentos, a "ideia", agora, é baixar os salários. De uma coisa não pode Passos Coelho ser acusado: de não dizer ao que vem.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Vinte anos depois para reflectir e não esquecer

"Tanques, muitos tanques, a fazer barulho como muitos tanques juntos fazem. Setecentos tanques são muitos tanques. Cem mil soldados são muitos soldados. Avançam pelo deserto e depressa alcançam a cidade que é já ali..."

Todos estão de Férias

Os alunos e os professores já tinham entrado de férias, os tribunais estão em férias judiciais, os políticos estão quase sempre de férias. O governo e os partidos de oposição parecem de férias. O Presidente e os candidatos à presidência estão de férias permanentes. Os bloggers anunciam aqui e acolá que vão de férias. Os jornalistas vão de férias. Os futebolistas já foram de férias. Alguns até aproveitaram a ida à África de Sul para umas férias extra. As empresas portuguesas, principalmente na primeira quinzena de Agosto, preferem "fechar" só para férias. Mas algumas dessas empresas, principalmente as mais pequenas, não deverão abrir de novo em Setembro, mantendo-se indefinidamente de férias. Os Bancos parecem já estar de férias, pelo menos é a sensação quando se vai lá pedir um empréstimo. A maior parte dos funcionários públicos mantém-se como bons profissionais de férias.

Cada vez um número maior de Portugueses está de férias "forçadas", uns pelo IEFP outros pelo RSI.

Só os Bombeiros Voluntários não estão de férias e a GNR que está na Operação Férias Seguras.

Rendo-me, vou também de férias.

Autarquias atrasam-se nos pagamentos

Sete meses é o tempo que levam, em média, as autarquias e as empresas municipais a liquidarem as suas dívidas às empresas de obras públicas. E a factura em atraso da administração local ao sector da construção já é agora de 830 milhões de euros. Também houve um agravamento de duas semanas no prazo médio de pagamento e mais grave ainda, 75% das câmaras pagam fora de horas (a lei estabelece dois meses) e 5% delas levam mais de um ano a liquidar as facturas.

A situação agravou-se de tal forma que no escalão das que pagam no máximo até três meses estão agora apenas 33 câmaras; no último inquérito eram 45.

A situação é tanto mais grave quanto é certo que o sector da construção "atravessa a mais prolongada e profunda crise de que há registo" e que provocou, em oito anos, "a perda acumulada de 31% da produção e a eliminação de 141 mil empregos".

E se existe concelho que tem sentido na papel este desemprego é o Marco, mas se existe Autarquia que tem sido reponsável por este problema é também a nossa. Quando os "gestores" destas autarquias gastam o dinheiro que não dispõem quem acaba por sofrer primeiro são os seus fornecedores, de seguida serão os seus funcionários e por fim quem os elegeu.  

Ler a notícia toda aqui ou aqui.

domingo, 1 de agosto de 2010

Fim de JCP

José Carlos Pereira anuncia aqui o fim da sua participação no Marco 2009.

Nos últimos tempos posso nem sempre ter concordado com as suas posições, ou não estarmos de acordo com quem apoiar nesta ou naquela corrida eleitoral. Agora é um facto que é um dos Marcoenses que tem mais contribuido para a realização de um debate sobre as principais questões que preocupam o dia a dia de todos os Marcoenses. É também um dos poucos que tem coragem de expressar o que pensa sem ter que recorrer ao anonimato.

A blogsfera Marcoense ficará mais pobre e de certeza que os vários poderes instalados vão ficar muito mais tranquilos.

Não vou discutir a sua decisão pessoal, mas lamento perder mais um Marcoense com que se podiam debater os problemas da nossa terra com alguma argúcia e inteligência.

Desejo que João Monteiro Lima e António Santana consigam manter vivo o Marco 2009 como afirmam aqui