segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Comentário ao post "Passos por passos da Fernanda Câncio"

Recordo aos mais desmemoriados, ou de memória débil, em especial aos sociais-democratas, que já então nas duas últimas campanhas eleitorais (presidenciais e para a AR), os seus candidatos, Cavaco Silva e Passos Coelho, se "armaram" em arautos da Verdade e da Justiça Social, colaborando numa campanha despudorada contra Sócrates e o P.S., montada num paradigma da Verdade,da Honra, da Seriedade.

Ora, todos os dias, o PSD pelas palavras de Passos Coelho, de Miguel Relvas, de Eduardo Catroga e outros, acusava Sócrates de ser um mentiroso compulsivo.

Afinal, e se alguém tinha dúvidas, a leitura do Twitter de Passos Coelho demonstra à saciedade quem é efectivamente um mentiroso compulsivo.

Recordo ainda que foi peça primordial da "suja" campanha eleitoral de PPC contra Sócrates a colaboração muito próxima de Miguel Relvas, que pela capacidade engenhosa de forjar mentiras, acabou conhecido por toda a Oposição, como o "acelerador de mentiras".

E se alguém tinha dúvidas, que de mentiras se tratavam, bastará recordar os desacertos de PPC, em relação a várias das suas afirmações públicas, que se formuladas de manhã, eram tantas vezes desmentidas pelo próprio PPC, da parte de tarde, ou à noite.

Qual a verdadeira interpretação para este desacerto? É fácil.

Na vida, sempre detectei facilmente, quando estou perante um mentiroso, porque se este,"inventou" uma desculpa, ou explicação, para determinado facto ou situação, bastar-me-á deixar passar algum tempo e voltar a questioná-lo sobre aquele facto, ou situação.

Na quase totalidade dos casos, o mentiroso arranjará outra explicação, outra desculpa, já que mentalmente não se preocupou em memorizar o conteúdo da primeira desculpa, ou explicação, crente que "enfiou o barrete ao seu interlocutor" da primeira vez, certo?

Em relação a Cavaco Silva, o Presidente da República, só de 25% dos eleitores votantes, que dizer da sua omissão (intencional?) quanto à paternidade da crise financeira portuguesa, no célebre discurso de tomada de posse?

Que pensar da sua recusa, em plena campanha eleitoral para as presidenciais, em esclarecer o "milagre" das acções do BPN e a negociação para a aquisição da casa de férias na Quinta da Coelha?

E como interpretar as diferenças abismais da sua actuação política,amorfa e abúlica do primeiro mandato presidencial por comparação com a "generosa" política intervencionista deste segundo e último mandato?

Tendo que ser, obrigatoriamente, um observador imparcial mas atento da situação política do país, como se compreende, e como interpretar a sua aparente complacência com a gestão de Sócrates, chefe dum governo minoritário, já rotulada então, pelo PSD de desastrosa e só agora, também por ele próprio?

Pena é que a impreparação política da maioria dos eleitores portugueses não lhes tivesse permitido discernir qual o grau de responsabilidade que Cavaco Silva estava a ter, e que teve de facto, no decorrer do agravamento da crise financeira, pois se atento, interessado e responsável, deveria ter intervido, dissolvendo a A.R. (provocando eleições gerais), ou tendo demitido o Governo de Sócrates e indigitado novo Primeiro Ministro.

O País teria agradecido.

Poderíamos dizer, que Cavaco Silva, é talvez por omissão(?), ou por táctica eleitoral, se não o maior responsável, um dos grandes co-responsáveis da grave crise financeira, que hoje vivemos em Portugal.

A sua atempada intervenção não teria permitido que Portugal tivesse corrido tantos riscos de bancarrota, como chegou a acontecer.

Então, porque não dever ser responsabilizado, pelo menos politicamente falando?

Tê-lo-ia sido, se não fosse a impreparação política da maioria dos eleitores.

E para terminar, só gostaria de recordar aqui uma das muito badaladas acusações a Sócrates, a sua reconhecida política dos "jobs for the boys", por parte de Passos Coelho e do PSD em sintonia com o seu chefe.

Entretanto,em cerca de três meses, Passos Coelho e o seu governo, criaram só quase 800(oitocentos) jobs para os boys e girls do PSD e do CDS.

Para quem tanto tinha criticado a política de Sócrates,eis um dos já muitos exemplos,da ombridade do carácter politico de Passos Coelho.

O Povo, enganado e massacrado com impostos, pela actual política do governo PSD/CDS, fará a sua leitura e dirá da sua justiça nas próximas eleições.

Cumprimentos

Miguel Fontes

domingo, 4 de setembro de 2011

PSD e CDS criticam o Governo

Esta semana aqueceu com fortes críticas ao actual governo, mas estas não vieram da oposição. As mais fortes e incómodas vieram de figuras destacadas do PSD e do próprio CDS. 

Manuela Ferreira Leite critica medidas do governo para combater o défice. Deu especial realce ao erro de cortar nas despesas da saúde no IRS que pode ter o efeito contrário do pretendido, destimulando a exigência de recibos e facilitando a fuga ao fisco por parte dos médicos. Eu acredito que todos estes aumentos de imposto vão acabar com a medicina privada, pois não me parece que as famílias não se vão dar ao luxo de pagar um serviço pago quando existe ainda um SNS tendencialmente gratuito.

Marques Mendes afirma que mais impostos «é um murro no estômago» e diz que o Governo ainda não lançou uma única medida para relançar a Economia, nem emagrecimento do estado.

O social-democrata Vasco Graça Moura considerou que o aumento de impostos que está a ser levado a cabo pelo Governo PSD/CDS-PP está a traduzir-se “num incomportável sacrifício das classes médias”. 

No CDS-PP, crescem as críticas. Pires de Lima e Lobo Xavier já vieram a público pedir o corte nos gastos do próprio Estado. E no Parlamento houve mesmo quem dissesse ao ministro, cara a cara, que os deputados do CDS-PP estão descontentes com o novo aumento de impostos, anunciado anunciado na quarta-feira por Vítor Gaspar. «Somos e seremos contra o aumento de impostos», avisou João Almeida. 

Entretanto Pedro Passos Coelho anuncia princípio do fim da crise em 2012. Esta afirmação é ridícula quando já se sabe que as principais medidas de austeridade só vão surgir em 2012. Pedro Passos Coelho está a tentar iludir mais uma vez os portugueses, mas agora não estamos em campanha eleitoral e os seus próprios apoiantes aguardam o cumprimento das promessas e não vão ser mais palavras que vão contentar as suas hostes.  

O primeiro-ministro afirmou também que não pretende aumentar a carga fiscal no futuro. Mas não deixou certezas sobre essa matéria, dizendo que ela está dependente de condicionantes externas. E eu não sei a que futuro se refere porque as medidas já anunciadas no plano da troike e as medidas do governo que ainda apontam ir mais longe apontam exactamente o contrário. 

Cá pelo Marco verifico que os responsáveis locais do PSD tiveram um churrasco com bebidas para todos, como se país e o Marco em particular tivessem motivos para festejar. Estou curioso em saber quem Manuel Moreira e Rui Cunha vão desta vez culpar por mais orçamento restritivo para o nosso Município.

sábado, 3 de setembro de 2011

Passos a passos, por Fernanda Câncio

"Estas medidas põem o país a pão e água. Não se põe um país a pão e água por precaução."
"Estamos disponíveis para soluções positivas, não para penhorar futuro tapando com impostos o que não se corta na despesa."
"Aceitarei reduções nas deduções no dia em que o Governo anunciar que vai reduzir a carga fiscal às famílias."
"Sabemos hoje que o Governo fez de conta. Disse que ia cortar e não cortou."
"Nas despesas correntes do Estado, há 10% a 15% de despesas que podem ser reduzidas."
"O pior que pode acontecer a Portugal neste momento é que todas as situações financeiras não venham para cima da mesa."
"Aqueles que são responsáveis pelo resvalar da despesa têm de ser civil e criminalmente responsáveis pelos seus actos."
"Vamos ter de cortar em gorduras e de poupar. O Estado vai ter de fazer austeridade, basta de aplicá-la só aos cidadãos."
"Ninguém nos verá impor sacrifícios aos que mais precisam. Os que têm mais terão que ajudar os que têm menos."
"Queremos transferir parte dos sacrifícios que se exigem às famílias e às empresas para o Estado."
"Já estamos fartos de um Governo que nunca sabe o que diz e nunca sabe o que assina em nome de Portugal."
"O Governo está-se a refugiar em desculpas para não dizer como é que tenciona concretizar a baixa da TSU com que se comprometeu no memorando."
"Para salvaguardar a coesão social prefiro onerar escalões mais elevados de IRS de modo a desonerar a classe média e baixa."
"Se vier a ser necessário algum ajustamento fiscal, será canalizado para o consumo e não para o rendimento das pessoas."
"Se formos Governo, posso garantir que não será necessário despedir pessoas nem cortar mais salários para sanear o sistema português."
"A ideia que se foi gerando de que o PSD vai aumentar o IVA não tem fundamento."
"A pior coisa é ter um Governo fraco. Um Governo mais forte imporá menos sacrifícios aos contribuintes e aos cidadãos."
"Não aceitaremos chantagens de estabilidade, não aceitamos o clima emocional de que quem não está caladinho não é patriota"
"O PSD chumbou o PEC 4 porque tem de se dizer basta: a austeridade não pode incidir sempre no aumento de impostos e no corte de rendimento."
"Já ouvi o primeiro-ministro dizer que o PSD quer acabar com o 13.º mês, mas nós nunca falámos disso e é um disparate."
"Como é possível manter um governo em que um primeiro-ministro mente?"
Conta de Twitter de Passos Coelho (@passoscoelho), iniciada a 6 de Março de 2010. Os tuites aqui transcritos foram publicados entre Março de 2010 e Junho de 2011

Este artigo de opinião no DN é arrasador para a credibilidade de Pedro Passos Coelho, e já agora deveria fazer reflectir muitos políticos, e para isso a autora só teve que compilar todas as promessas que foram realizadas por este político na sua conta do Twitter e que nós todos já percebemos que são autênicas mentiras ou simplesmente demonstram que Pedro Passos Coelho não estava preparado para ser Primeiro-Ministro.

Meio do Mandato, por Carlos Fernandes

Fui alertado pelo próprio Carlos Fernandes para a leitura do seu comentário ao post “Meio do Mandato” no Marco 2009. Considerei que merece não só um destaque especial, mas que era importante que todos nós reflectíssemos naquelas palavras. Aproveito para também felicitar João Monteiro Lima por esta iniciativa de nós colocar a todos a discutir o Marco e reflectir sobre os melhores caminhos para o nosso futuro.

Caro João,

Antes de mais, permite-me felicitar-te por esta iniciativa, um excelente ímpeto para a manifestação da Democracia Livre e exacerbação das opiniões dos marcoenses acerca do 2º mandato de Manuel Moreira e da vida política em geral do nosso Concelho.

Caso haja pertinência na publicação desta minha intervenção, gostaria por começar e frisar que enquanto o Poder Político estiver subjugado à vontade pessoal ou simplesmente à vontade política lata, não há progresso nem desenvolvimento sustentável, nem muito menos a satisfação das necessidades básicas da população, por ter confiado o poder, a quem não o podia exercer livremente por limitações financeiras. Aí surge a promessa. Mas para quê prometer, se de antemão, sabemos que não vamos cumprir? Para isso, mais vale não prometer. Os dinheiros Públicos, são para a realização das necessidades efectivas, primárias e urgentes da população, independentemente da vontade política. Contudo e infelizmente são usados e conduzidos à mercê do subjectivismo político, onde a patente cultural, por vezes, subestima o essencial! Por outro lado, quando as promessas eleitorais não passam disso mesmo, é sempre fácil enumerar a conjuntura económica ou outro tipo de factores “cabimentados” no despretensioso reequilíbrio financeiro.

Seria bom, que as promessas passassem disso mesmo, quer sejam elas verbais, protocoladas, implícitas ou de outra qualquer natureza. As constantes, persistentes e indigestas desculpas financeiras seriam válidas se não existissem termos de comparação, como o que foi alcançado e pelo que não foi alcançado, com o que de bem se fez com o que de mal se faz, onde se investiu com ou sem prioridade e onde não se investiu simplesmente. Acima de tudo, as promessas haveriam de ser cumpridas, por uma questão de honradez pessoal da qual os nossos políticos obrigatoriamente deveriam estar guarnecidos, mas que infelizmente, na sua pluralidade, não o estão. Assim, atendendo a discricionariedade do Poder Político, necessidades de primeira linha não são realizadas. A realidade é do conhecimento geral, a Câmara Municipal do Marco de Canaveses, está atulhada de dívidas e com um enorme passivo financeiro herdado do anterior executivo, no entanto, não tendo a exactidão do actual valor da dívida, factos são factos, mas a mesma continua a crescer a par de tantos outros municípios portugueses, mas isso não quer dizer necessariamente que cesse o investimento, trata-se antes de uma questão de vontade (ou falta) política, porque quando ela existe, a supremacia do Homem diante do poder supera-se.

A minha indignação aqui manifestada não quer “atingir” especificamente uma individualidade, nem muito menos ter magnitude política, pois não pretendo nem promoção política, nem servir de magnate de oposição, tão simplesmente, para dizer aos nossos responsáveis políticos, que uma mora protocolada é a máxima privação pelo respeito de quem confiou os seus bens ao domínio público e mais grave é, quando se vira a cara à verdade e se negam a conhecer os verdadeiros factos, tornando o agente da verdade em verdadeiro vilão através da distorção incongruente dos factos, mesmo quando a razão é de facto e de direito. Mais irresponsável se torna.

Para rematar, reconheço a especificidade desta mensagem que se poderá tornar aborrecida e sem qualquer sentido de interesse para muitos leitores marcoenses , mas de certa forma, vai ao encontro de algum mau estar na sinuosidade de alguns. Para mim, não deixa de ser um sinal da minha sublevação e luta pela verdade política na minha Terra!

Um Bem Haja Amigo João

Carlos Fernandes

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

O colossal passivo de 95 milhões de euros

Antes de responder às várias perguntas que João Monteiro Lima colocou no post “Meio mandato”, no Marco 2009, deixem-me dizer qual para mim é o facto mais importante deste meio mandato de Manuel Moreira:

O colossal passivo das contas da Câmara Municipal

Nas contas de 2008 aprovadas pela Assembleia Municipal o valor deste passivo era de cerca de 50 milhões de euros, e Manuel Moreira responsabilizava repetidamente Avelino Ferreira Torres e o CDS pela criação deste passivo.



Imediatamente após as eleições, na aprovação das contas de 2009 este valor sobe para 90 milhões de euros. A responsabilidade de tal facto deve-se fundamentalmente ao executivo camarário ter sido obrigado a contabilizar “correctamente” as provisões para riscos e encargos. A origem deste colossal valor nas provisões deveu-se ao modo irresponsável como Manuel Moreira tem lidado com o “Processo das Águas do Marco”. Recordo que este processo é da total e única responsabilidade do actual executivo.

Estranho é que esta provisão só seja pública após as eleições.

Podemos também considerar que Manuel Moreira conseguiu, num só mandato, criar um buraco tão grande como Avelino Ferreira Torres. Só que este ainda pode alegar que terá gasto o dinheiro em obras, Manuel Moreira fica para a história por ter criado o seu buraco em “processos judiciais”.

O último valor do passivo conhecido, em 2010, desceu ligeiramente para perto de 88 milhões de euros, mas os mais atentos sabem que Manuel Moreira não revelou contabilisticamente 7 milhões de euros de dívidas, apesar de estas serem reconhecidas nas contas da Câmara Municipal.

Assim o último passivo conhecido é de 95 milhões de euros.

Na discussão pública sobre os valores da dívida, aqui, entre a JS e a JSD eu acredito que ambos estão errados porque o valor do balanço que representa o conjunto de dívidas e os seus compromissos futuros é o passivo, pelo que este não é de 65 milhões ou de 50 milhões. O seu valor correcto e que deveria ter sido o aprovado pela Assembleia Municipal é de cerca de 95 milhões de euros.     

Assim os Fundos Próprios da Câmara Municipal atingiriam o valor NEGATIVO de mais de 21 milhões de euros. Se estivéssemos a falar de uma empresa privada esta já teria sido obrigada a encerrar portas e após 60 dias do conhecimento de que este valor estava negativo os seus gestores seriam responsabilizados criminalmente.

O que acontece aos representantes eleitos da Câmara Municipal e da Assembleia Municipal que aprovaram estas contas e nenhuma atitude tomaram?

SIMPLESMENTE NADA, ou melhor exigem que os contribuintes paguem cada vez mais impostos para que este continuem a promover dezenas de festas, comemorações, concursos e outras actividades lúdicas enquanto a grande maioria de nós luta para sobreviver no dia a dia.

Este é o principal balanço que eu faço do meio mandato de Manuel Moreira, dos seus pares de partido eleitos para a Câmara Municipal e Assembleia Municipal e a todos os outros eleitos que vergonhosamente continuam a aprovar estas contas.

Não vou adjectivar o que poderia chamar a estes eleitos para não me incomodar.

Meio de mandato

Estamos a meio do mandato e vou aceder ao desafio do João Lima e fazer a minha própria análise a dois anos de mandato, embora as eleições tenham sido em Outubro e não em Setembro. Mesmo assim compreendo que o João esteja apressado (!) nesta rentreé... Dividindo isto por partidos:


PSD: 6 anos depois de ter concretizado o grande sonho de voltar ao poder no Marco, este partido cada vez menos existe, normalmente é assim quando se chega ao poder, passa-se a ser uma pálida imagem de quem manda verdadeiramente. E quem manda verdadeiramente continuam a ser as mesmas pessoas que no tempo de AFT... Por isso o PSD continua a depender dos mesmos. Passados os tempos das loucuras e de ser um partido que andava 3 anos numa luta interna insana para meio ano antes das eleições vir cá a distrital ou a nacional pôr tudo em ordem para correr tudo bem nas eleições... Bastou ver a rábula da escolha dos deputados. Quanto a Manuel Moreira, continua tudo na mesma, as pessoas gostam de o ouvir, ele fala muito, os outros que dizem ámen com ele também falam muito. Manuel Moreira continua a depender de AFT para ganhar eleições, por isso continua a inventar factos para que este se candidate em 2013, chegando ao ponto da pantomina circense protagonizada pelo seu número 2 há um mês.
Quanto à capacidade de gestão, tudo na mesma também, a câmara é hoje uma confusão, não foi feita a reforma da administração e a única inovação foram as senhas...
Manuel Moreira é cada vez mais um mestre de cerimónias e nisso é imbatível. Vamos ver é se concorre em 2013 coligado com o CDS. MM a presidente e AFT à Assembleia? Ou AFT número 2? O que é certo para mim é que MM se recandidata de certeza em 2013.


PCP: O PCP teve metade do mandato com o PS no poder no País, o que quer dizer que não dá para imaginar como será o resto do mandato. João Lima e Filipe Baldaia estão sempre bem quando falam do Marco e normalmente misturam tudo com o discurso oficial do seu partido, sempre com vista a uma visão nacional. Com o PSD no Governo vamos ver se não vamos ter aqui uma desorientação inicial. Sem ter o PS para atacar acontece sempre isso, mais com o segundo, muito mais ortodoxo. Mas a combatividade e a frontalidade que tanto admiramos nestes dois excelentes tribunos estarão lá com certeza, o que é uma garantia de mais dois anos de oposição responsável na Assembleia Municipal.


PS: O PS teve dois anos de mandato como nunca se viu. Artur Melo fez tudo diferente: rodeou-se de uma equipa de especialistas para cada área e lutou, sempre sozinho na câmara, por uma mudança de atitudes e de métodos. Apresentou uma bateria de propostas que davam para 2 mandatos de um vereador "normal", apostando numa oposição responsável, embora numa missão quase ingrata de lutar contra 6!
Além de tudo, e para terminar, Artur Melo ainda tentou abdicar do seu lugar de vereador e passar a pasta ao seu número 2, Agostinho Sousa Pinto, para que outros pudessem experimentar o que é ser vereador. Até isso a maioria PSD/AFT lhe negou...
Na Assembleia, e em minoria, vimos um PS à imagem do vereador: bem preparado, João Valdoleiros só tem sido uma surpresa para quem não o conhecia. Combativo e coadjuvado num grupo pequeno mas que trabalha quando é preciso, com Rodrigo Lopes a destacar-se no seu estilo calmo mas sempre com inteligência e perspicácia. Nunca o partido esteve tão em harmonia com o seu grupo municipal como agora, muito por culpa destas duas figuras.
Quanto ao PS, fez um trabalho de "sapa", foi para o terreno, para as freguesias, em visitas mantidas secretas para fora, porque o trabalho é para ser feito para as freguesias, não para os jornais. O PS luta no Marco contra anos de inoperância, irresponsabilidade e incompetência. Pela primeira vez faz um trabalho consequente de crescimento e consolidação, também a nível distrital e nacional, para que surpresas como a que aconteceu em 2009 não se repitam. Acho que Artur Melo perdeu alguma ingenuidade política e começou a ter relevância junto de órgãos superiores, para que as decisões não sejam tomadas sem o conhecimento da concelhia.
Basta ver a relevância que tem hoje o Marco em lutas distritais e nacionais, hoje somos ouvidos como um todo e cada vez mais vamos sê-lo, porque o PS cresceu em militantes e em presença.


CDS: Depois de ter deixado de existir, de hibernar, voltámos a ter AFT no comando e até eleições(!) este partido teve. Claro que noutra encarnação, desta vez com alguns - poucos - sobreviventes do passado e mais alguns novos militantes que passaram a sê-lo, alguns sem saber, depois de 2009. Este partido não tem relevância no Marco, senão para o poder. Basta ver a debandada geral depois das eleições de 2009. Muitos só se candidataram para ganhar, não conhecendo sequer o mecanismo democrático da coisa... Se quiser sobreviver a 2013 tem que se coligar ao PSD, porque AFT sozinho não vai lá... Isto vai ser giro!


Comentário de Miguel Fontes ao post "Subir ainda mais os impostos"

Sou um contribuinte da classe média e de acordo com os meus reais rendimentos, direi da média/média.

Desde já esclareço que não votei nos partidos do Poder, pois considero-me suficientemente lúcido e informado sobre esta crise financeira, que nos afecta a todos, a nível global, tendo conhecimento seguro que aquela crise nunca foi da responsabilidade do governo de Sócrates.

Iniciou-se esta crise financeira nos USA, quando do escândalo dos chamados produtos tóxicos bancários,que levaram à bancarrota de dois gigantes bancários norte-americanos e por arrastamento toda a estrutura capitalista acabou fortemente afectada.

A Grécia e a Irlanda (embora com uma génese diferente da Grécia), foram os países europeus que primeiro entraram em crise financeira.

Outros se seguiram,entre os quais Portugal,a Bélgica,a Espanha,a Itália,etc..

Não vou apontar as múltiplas causas que contribuíram para que estes países, em particular interessa-me Portugal, chegassem a uma situação financeira tão crítica, mas poderíamos dar como causa principal a política do consumismo excessivo, do facilitismo do crédito, da qual ninguém (governo, autarquias, população em geral), mesmo ninguém, está isento de culpas.

Não vou falar também da especulação desenfreada dos mercados capitalistas internacionais,apoiados por decisões por eles controladas das agências de rating internacionais,que como em qualquer guerra,atacaram primeiro os países de economia mais frágil,casos da Grécia e Portugal(a Irlanda entrou em forte crise,exactamente por o seu maior banco privado,falir em consequência dos tais produtos tóxicos).

Depois, e a seguir, é o conhecido fenómeno da bola de neve. Mais empréstimos, mais juros, mais dívida, mais empréstimos, etc., etc...

Contudo e por tudo quanto ouvimos a diversos economistas dos mais variados quadrantes, mais ou menos conceituados, a crise parece ter sido obra de Sócrates e do seu governo.

Como diria o nosso bom Povo,"presunção e água benta,cada um toma a que quer".

Pois, até sua Excelência o Sr.Presidente da República, Prof. (economista) Dr.Cavaco Silva, não se esqueceu de se referir, no seu discurso de tomada de posse, à crise financeira nacional (escamoteando a sua dimensão internacional).

Que poderiam pensar as muitas centenas de milhares de eleitores, que sobre estes assuntos confiam sempre na opinião em determinadas personalidades, que pelo seu cargo público, lhes merecem todo o crédito?

Lógico raciocínio, a crise é portuguesa, a culpa é do Sócrates e de mais ninguém.

Claro que,se alguém ousasse acusar Cavaco Silva de fazer baixa política, cairia o Carmo e a Trindade, como se sua Excelência o Presidente da República fosse o oráculo da Nação e de modo algum pudesse cometer tal atentado à Verdade.

A telenovela com o enredo da crise (portuguesa), que se desenrolou a seguir é sobejamente conhecida de todos.

O "artista", o "herói" era protagonizado por Pedro Passos Coelho e o "bandido", o "criminoso" por José Sócrates.

Na "entourage" destes surgem personagens menores, como um tal Portas, um Relvas, um Catroga (este a desempenhar o papel de economista barato, que resolvia tudo com mais ou menos "pintelhos"), enfim, inúmeros personagens sempre ávidos de aparecerem nos telejornais e revistas cor de rosa (também).

Perdoem-me os eventuais leitores do meu comentário, pela dispersão com que "ataquei" o tema do post do Jorge Valdoleiros.

Ele diz e bem, que Vítor Gaspar, passa o tempo a matutar, como fazer para só parar de nos ir ao bolso, quando apenas restar o cotão.

Ora, para ser ministro das finanças à portuguesa, que consiste em sacar, sacar, não era preciso o Gaspar, pois o Sr.Manuel (é o nome do meu merceeiro, ainda sou cliente do pequeno comércio), com a sua 4ª classe do antigamente, faz-me o mesmo, quando vem com aquela conversa.

Oh sr.dr. (trata toda a gente por doutor ou engenheiro - sabido como é), o arroz subiu, o açúcar também, a batata está como os olhos da cara, então aquela pinga especial, que lhe arranjo, nem queira saber, vou ter que lhe cobrar mais uns trocos.

Que remédio tenho, quando o meu merceeiro começa com a ladainha dele, pois, pagar até ao dia, como no antigamente, que tenha que lhe dizer, oh Sr.Manuel aponte, aponte lá no livrinho.

Não faltará nada para que nós, Portugueses, os contribuintes, que são cumpridores das suas obrigações fiscais, tenham que lhe dizer, Oh Gaspar, aponta, aponta.

Cumprimentos

Miguel Fontes

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Apelo do Centro Desportivo de Favões

A equipa feminina de Futsal do Centro Desportivo de Favões – CDF, instituição desportiva com 36 anos de existência e sedeada no Concelho do Marco de Canaveses, foi recentemente convidada a deslocar-se à cidade de Móstoles, Espanha, com a finalidade de participar no dia 13 de Setembro num torneio de beneficência da UNICEF integrado na campanha de luta contra a fome na Somália e no dia 14 de Setembro de participar no torneio triangular “RAMON ALAR”, ambos a disputarem-se no Pavilhão Villafontana, Móstoles.

Tal convite partiu do clube Fútbol Sala Feminino Móstoles que milita na Divisão de Honra de Futsal feminino da Real Federação Espanhola de Futebol equivalente à 1.ª Divisão Nacional de Futebol e por intermédio da marca de equipamentos desportivos JOMA, com representação em Marco de Canaveses através da firma MASTERLINE.

Para que a formação de Futsal feminino do CDF dê resposta positiva e marque presença a tão ilustre e prestigiante convite, necessita de apoios para a deslocação e estadia na cidade de Móstoles de 13 a 15 de Setembro.

Emanuel Moreira actual responsável pela formação feminina de Favões, reconhece as actuais dificuldades no que concerne à obtenção de apoios por parte de entidades particulares, contudo vê fortes possibilidades na deslocação da formação, identificando essencialmente duas necessidades; transporte – sendo necessárias duas carrinhas de nove lugares cada para transporte da comitiva; monetária – para fazer face às despesas com deslocação e estadia por duas noites na cidade de Móstoles.

Deste modo desdobram-se os esforços no sentido de encontrar apoios que possibilitem dar uma resposta positiva ao convite recebido.

Para qualquer esclarecimento/ajuda, contactar cdfavoes.futsal@gmail.com

Opinião de Miguel Carneiro

Miguel Carneiro, da JS num artigo de opinião pessoal sobre um comunicado da JSD:

Quero discorrer estas linhas mais enquanto jovem Marcoense do que como militante da JS/Marco (não conseguindo, é claro, negar essa faceta minha). Presumo que, para um jovem Marcoense que não esteja inteirado na matéria, esta troca de ideias entre “Jotas” seja confusa: a JS refere 65M €, a JSD contrapõe com 50M €, com responsabilidades do Vereador Artur Melo e ainda com o argumento de que a JS não responsabiliza o Sr. Avelino Ferreira Torres. Pois então, antes de mais atente-se no que disse a JS (vamos evitar mais confusões).
Então, eu como jovem Marcoense interessado e minimamente dentro do assunto, atentando aos 2 comunicados, depreendo vários aspectos:
1. A JS diz directa e claramente que “nem só nos ombros do actual Executivo recaem essas responsabilidades” e que “o Sr. Avelino Ferreira Torres jamais será esquecido”. Óbvio e claro como água. A JSD mente.
2. A JS fala em 65M € e a JSD denuncia a mentira: refere 50M € e ainda ofereceu 1 calculadora à JS. À data deste texto a JS MENTE. Mas não por muito tempo. Fico inconformado porque estou a ser desinformado (eu e todos os Marcoenses), pelo Executivo e, mais orgulhosamente ainda, pela JSD Marco. O valor de 50M € não contempla o desfecho do processo Águas do Marco (a indemnização vai ser, DE CERTEZA, enorme, para já 16M €), do processo do edifício Alameda (Milhões ainda por anunciar) e do processo das Supressões de Passagens de Nível (mais Milhões por contabilizar). Neste contexto, recorrendo a calculadora que a JSD amavelmente ofereceu, vemos que a médio prazo a JSD Marco ESTARÁ a MENTIR. Pior que a mentira é o método (género Sócrates) de continuar a esconder até rebentar na sociedade marcoense (para poucos será novidade). Os Marcoenses sabem fazer contas (a JSD Marco diz VERDADE) mas as contas não são as que a JSD Marco apregoa.
3. A JSD Marco, não tendo substância de suporte para argumentar (capacidade que espero sinceramente, tenha), entra no modo de ataque despropositado e sem nexo:
Artur Melo e uma FALSA questão de subsídios cabimentados. Assunto já desmentido aqui. Novamente: A JSD Marco MENTE.
4. A JSD Marco parece com alguma falta de intensidade, propósito e vivacidade. Esta “Jota” surge apenas quando responde a iniciativas e publicações da JS/Marco (e com uma resposta amorfa, descabida e MENTIROSA). Terão sido palavras encomendadas? O Luís Pinto que conheço é melhor que isso, não consigo acreditar.
5. Por último: a JSD Marco parece ter uma admiração secreta por José Sócrates e os seus métodos políticos: justifica todos os males –nacionais e municipais – com José Sócrates mas, ao mesmo tempo, utiliza os seus métodos de repetição de mensagens em loop para ocultar uma verdade indisfarçável (o executivo do Dr. Manuel Moreira é também responsável por decisões erradas e suas consequências).
Está na altura de a JSD aplicar os princípios de “trabalho e rigor”: dizer a verdade de forma RIGOROSA e trabalhar com “AFINCO” por um Marco melhor. A JS, reconhecendo as suas limitações, propõe-se a fazê-lo, dando o seu melhor.

Subir ainda mais os impostos

Victor Louça Gaspar também anunciou a eliminação das deduções fiscais com despesas de saúde, educação e encargos com habitação nos dois últimos escalões de IRS - actualmente são rendimentos colectáveis superiores a 66.045 euros, pode-se ler aqui.

E ainda haverá limites globais progressivos para as deduções fiscais com despesas de saúde, de educação e encargos com imóveis nos outros escalões.

Esta decisão do governo PSD/CDS não é só mais um ataque à carteira dos contribuintes portugueses, mas também uma forte machadada às organizações privadas de saúde e educação que se tornam desde já menos atractivas para o contribuinte de TODOS os escalões, mas em particular naqueles que eram utentes usuais daqueles serviços.

É um ataque aos interesses imobiliários, da construção civil e da banca. Tudo organizações que também serão prejudicadas pela eliminição dos benefícios à compra de habitação própria.

Interessante é que estas organizações privadas estavam confiantes que iriam ser favorecidas por este governo. Assim ou o governo não percebe o que faz ou temos mais um grupo de enganados.

A política de Vitor Louça Gaspar nesta matéria de impostos não se identifica em nada com as promessas eleitorais dos partidos que formam o actual governo.