terça-feira, 5 de outubro de 2010

Embandeirar em arco

Quando temos dinheiro a mais embandeiramos em arco.
Quando temos falta de dinheiro escolhemos um gestor competente.

Pensamento do dia

Fosse a dívida passível de ser paga com bandeiras...

segunda-feira, 4 de outubro de 2010


Ericeira. Com a mãe a a avó (rainha D. Maria Pia), D. Manuel alcança o iate Amélia, onde está o tio D. Afonso. Seguem para Gibraltar e depois Inglaterra.

O fim da Monarquia com a fuga do rei, sem glória nem apoiantes, de Portugal. Eram cerca das 15 horas do dia 5 de Outubro.

"(...) os automóveis pararam e apeou-se a família real, seguindo da rua do Norte para a rua de Baixo, pela estreita travessa que liga as duas ruas, em frente quase da travessa da Estrela (...) Ao entrar na rua de Baixo, a Família Real ia na seguinte ordem: na frente El-Rei D. Manuel; a seguir, D. Maria Pia, depois, D. Amélia (...) El-Rei e quem os acompanhava subiram para a barca, valendo-se de caixotes e cestos de peixe (...) O sinaleiro fez sinal com o chapéu, e a primeira barca, Bomfim, levando a bandeira azul e branca na popa, entrou na água e seguiu a remos, conduzindo El-Rei (...)

A afluência nas ribas era imensa. Tudo silencioso, mas de muitos olhos corriam lágrimas (...) El-Rei ia muito pálido, D. Amélia com ânimo, D. Maria Pia, acabrunhada (...) Ainda as barcas não tinham atracado ao iate, apareceu na vila, vindo do lado de Sintra, um automóvel com revolucionários civis, armados de carabinas e munidos de bombas, que disseram ser para atirar para a praia se tivessem chegado a tempo do embarque (...)".

Para relaxar dos problemas do dia a dia


Na selva
Um elefante vê uma cobra pela primeira vez.
Muito intrigado pergunta:
- Como é que fazes para te deslocar? Não tens patas!
- É muito simples - responde a cobra  - rastejo, o que me permite avançar.
- Ah ... e como é que fazes para te reproduzires? Não tens testículos!
- É muito simples - responde a cobra já irritada - não preciso de testículos, ponho ovos.
- Ah ... e como é que fazes para comer? Não tens mãos nem tromba para levar a comida à boca!
- Não preciso! Abro a boca e com esta enorme garganta engulo a minha presa directamente.
- Ah...ok, ok, mas então, resumindo... rastejas, não tens testículos e só tens garganta ... Afinal de que terra és?

domingo, 3 de outubro de 2010

Águas - Outubro a Dezembro de 2007


"Para quando a mudança unilateral da concessão de água e saneamento?"

"A concessionária já foi notificada, tendo-se iniciado um período de conversações. Já foi solicitada uma audiência urgente ao ministro do Ambiente e estamos a aguardar resposta."

De facto a mudança unilateral tinha sido realizada em Julho.

sábado, 2 de outubro de 2010

Surpresa, ou não, no CDS local

Em início de Julho falou-se muito do PSD estar disposto a governar coligado ao CDS mesmo que sozinho obtivesse maioria. Miguel Relvas defende aqui esse entendimento ao dizer que "Mesmo que tenhamos maioria absoluta contamos com o CDS e com Paulo Portas".

Confirmando-se a notícia que Avelino Ferreira Torres se vai candidatar à Concelhia do CDS, e pelo certo ganhar, poderemos ainda ver esta aliança natural entre Manuel Moreira e o seu antecessor.

Para muitos poderia ser uma surpresa, mas para mim era regressar a 2004, quando o entendimento entre estes dois partidos sobre as principais políticas locais era perfeito.

Ou não era?

Muitos socialistas que votaram útil em Manuel Moreira descobririam que teriam engolido mais do que um sapo. E alguns amigos meus perceberiam que ao apoiar Manuel Moreira nem conseguiram afastar as políticas do seu antecessor, nem mesmo o próprio.

Marketing político faz maravilhas, mas ...

Os candidatos à Presidência da República vão reduzir o recurso a "outdoors", com Defensor Moura e Fernando Nobre a admitirem renunciar à sua colocação. Esta atitude é principalmente devida ao actual momento do país, mas tem também a ver com a "despoluição visual" das cidades.


Comparando com o que se passou nas últimas eleições locais no Marco temos aqui uma grande diferença na atitude e no respeito dos políticos pela crise que já estávamos a passar.

Claro que quando o produto é de má qualidade, este "marketing" pode fazer maravilhas. Mas como resultado temos depois de ouvir na televisão:

"Quando vêm as eleições há promessas de todo o tipo, mas não há soluções. O que a gente vai fazer? É aguentar".

Claro, comprou acreditando só na "embalagem" sem verificar se o produto prestava para alguma coisa.

Virar a Mesa

Estamos numa altura histórica, por várias razões. Algumas más. Basta olhar para a gravíssima situação financeira, social e até de imagem do Marco. Veja-se por exemplo que já se fala que um concelho vizinho pode usar as verbas do QREN que o executivo marcoense não "soube" usar...
Tudo isto é muito mau, mas pode ter um lado bom, a Liberdade!
Pensem comigo, a Câmara tem duas formas de pressionar. Primeiro a activa, atribuindo subsídios às associações que se "portem bem", que andem perto do Poder, que ajudem a promover a imagem do Presidente e dos seus vereadores, dando-lhes palco e microfone. Este tipo de pressão atinge também orgãos de informação, clubes desportivos, até grupos de empresários que podem beneficiar do beneplácito se andarem na linha. O problema é que não havendo dinheiro, a Câmara bem pode deliberar atribuir este ou aquele subsídio, mas nunca o chega a dar, por falta de liquidez!
Grande oportunidade para todos se liberarem, darem um grito de ipiranga cívico e dizerem-lhes que já não mandam!
Resta assim só a pressão passiva, adiando durante meses decisões que são importantes para as empresas, podendo mesmo levá-las à falência ou lá perto, mas isso é outra questão, não sei se mais grave.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Mais uma notícia sobre a qualidade da águas no Marco


Hoje no Jornal da Uma da TVI, saiu a seguinte notícia:

"A Camara de Marco de Canaveses desmente que uma parte da população do concelho esteja a beber água imprópria para consumo. Nos últimos dias a notícia alarmou algumas freguesias que não estão abastecidas pela rede pública."

"Vila Boa de Quires é uma das seis freguesias de Marco de Canaveses que ainda usa água do poço. A rede pública de abastecimento ainda não chegou lá. Nos últimos dias foi levantada a hipótese da população estar a utilizar água inquinada".

Um Marcoense declarava:

"A gente já previa isto. Porque há ai lugares onde há uma concentração bastante grande e nesse lugares onde tem essa concentração de casas, acredito que aconteça por lá problema com a água".

Uma Marcoenses afirmou:

"Quando vem as eleições há promessas de todo o tipo, mas não há soluções. O que a gente vai fazer? É aguentar".

José Mota, o vereador do Ambiente defende-se:

"As pessoas não bebem, não consomem água inquinada. Agora aquilo que tem a ver com zonas onde ainda não há abastecimento público e são várias. E não é uma questão exclusiva do Marco de Canaveses, como devem imaginar, infelizmente o processo já podia estar mais avançado, mas é mesmo assim. Por isso há incentivos para o país e os municípios. O Estado continua a investir nesta área do ambiente que é muito importante para melhorar o abastecimento público de água e tratamento de esgotos, mas infelizmente o país está longe de estar devidamente coberto de infraestruturas. Agora, água inquinada, que eu saiba, ninguém está a consumir".

A notícia continua:

"Em Marco de Canaveses as redes de tratamento de água e de esgotos do concelho não chegam a metade da população. A distribuição anda pelos 40% e o saneamento chega a 30%, são perto de 10 mil as pessoas que ainda só tem água do poço".

Na minha opinião, a Câmara Municipal, representada pelo seu vereador José Mota, não mentiu. Fugiu à pergunta e não a respondeu. Tática já nossa conhecida por ser muito utilizada na Assembleia Municipal.

As populações do Marco estão a beber água inquinada? "Água inquinada, que eu saiba, ninguém está a consumir". E o que já foi feito para verificarem a qualidade da água que se está a consumir?

Depois responde-se com o que se passa no país e não se responde ao que se passa no Marco.

Por fim as percentagens que a notícia dá para a cobertura de água e saneamento não batem, por excesso, ao que já publicamente a câmara tinha informado recentemente. Mas mesmo considerando 40% de cobertura, como a população são 55 mil pessoas, nas minhas contas dão 33 mil pessoas que não tem água da rede pública e por isso tem que beber água do poço.

Artigo de Opinião de Emanuel Moreira

Fruto da mudança imposta pelo eleitorado, surge em 2006, com “toda a cagança e toda a pujança” uma nova linha, um novo rumo para o desporto na Nossa Terra. UM MARCO NO DESPORTO!
Fomos brindados com o Gabinete do Desporto, o Concelho Municipal do Desporto, o Plano Desportivo Municipal, o Regulamento de Apoio ao Associativismo e a Iniciativas de Interesse Público Municipal, prometeu-se a Carta Desportiva Municipal.
Desabafamos, “finalmente regras, equidade, incentivos, transparência, rigor, isenção…PROJECTO!”
Volvidos quatro anos, temos menos Associações Desportivas com actividade, logo menos Marcoenses a praticar desporto.
Temos inúmeros melhoramentos desportivos feitos em Associações que nestes quatro anos não tiveram actividade.
Em 2006 competiam no campeonato amador do Concelho, 12 Associações Desportivas, actualmente nenhuma, pois não há o referido campeonato, faltando incentivos e PROJECTO.
Em relação a épocas passadas, vemos menos escalões de formação nas Associações Desportivas Marcoenses concorrentes ao programa de apoio ao Associativismo que competem nas provas sob a égide da Associação de Futebol do Porto.
Vemos escalões de formação a desaparecer, juniores de futsal em Alpendorada, juvenis, iniciados e escolas em Magrelos, iniciados em Vila Boa do Bispo, juniores de futebol em São Lourenço do Douro, toda a actividade desportiva em Várzea do Douro.
Perante isto e interpelado em Assembleia Municipal o responsável máximo pela pasta do desporto no Concelho, também Presidente da Câmara Municipal e do Concelho Municipal do Desporto, responde, “…soubemos pelos jornais do fecho da actividade desportiva do Várzea do Douro…”, “…decidi não renovar o Concelho Municipal do Desporto pois os clubes não se registaram…”.
Onde está o PROJECTO no qual as Associações se revejam?
Onde está o acompanhamento da actividade desportiva das Associações, para saber qual o destino dado aos subsídios atribuídos e evitar que sejam os órgãos de comunicação social a trazer a má noticia do fecho de portas?
A sabedoria popular desde longa data tem palavras sábias para tais afirmações, “Não olhes para o que faço, olha antes para o que eu digo”, “Se não podes com eles, junta-te a eles”!
Mais coragem, perspicácia e determinação se esperava!