quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Adeus Steve

Steve Jobs era pouco mais velho do que eu, o que me deu oportunidade de ter acompanhado toda a sua carreira muito de perto. Nunca trabalhei profissionalmente com nenhum dos seus fantásticos produtos, pois por uma outra razão a minha vida na àrea da informática nunca se cruzou com eles. Admirei o Macintosh, considerei totalmente revolucionário o NeXT Computer e considerei que os lançamentos do iPod, do iPhone e do iPad uma dos mais extrordinários feitos de marketing de sempre (independentemente do valor e da inovação desses seus produtos).

Nunca trabalhei com eles, porque eram dirigidos para mercados diferentes daqueles onde eu fiz a minha carreira informática, mas sempre admirei Steve Jobs pela sua capacidade de inovação.

Mas o que me fará recordar Steve Jobs para sempre não será nenhum dos seus produtos, mas o seu brio profissional e a sua dedicação ao trabalho que sempre adorou.

E é a esse grande homem que eu hoje dou a minha humilde homenagem, não só ao criador do Macintosh ou do iPad, mas sobretudo ao Steve que se manteve na liderança da sua empresa enquanto foi humanamente possível.

Adeus Steve.

Curiosidade, por Emanuel Moreira

Ontem presenciei algo “extraordinário” para o Marco no Desporto!

Duas Associações Desportivas Marcoenses; G.D. Foz do Tâmega Torrão – G.D. Magrelos, defrontaram-se em jogo a contar para o campeonato distrital de “Juniores D”, 2.ª divisão da Associação de Futebol do Porto. Jogo este dirigido por uma dupla de árbitros também Marcoenses.

Nada de estranho até aqui, duas equipas do Marco, dupla de árbitros do Marco.

O “extraordinário” para o Marco no Desporto, neste caso concreto, foi o facto deste evento desportivo com os intervenientes “Marcoenses” ter sido disputado num pavilhão localizado no Concelho vizinho de Penafiel – Rio de Moinhos.

Para os mais “distraídos”, o pavilhão que o Grupo Desportivo Foz do Tâmega Torrão” utiliza para os seus jogos na qualidade de visitado, localiza-se no Concelho de Penafiel, embora existam alguns pavilhões localizados nas freguesias vizinhas do Torrão e onde se disputam jogos oficiais.

É o Marco no Desporto!

Posição do PS sobre a extinção de freguesias

O PS não aceita a redução das freguesias do interior do país pelo critério único do "número de pessoas" e, em alternativa, propõe que a diminuição de despesas com o poder local se faça pela associação de autarquias, sempre de acordo e respeitando a vontade das populações e ouvindo os autarcas de cada localidade.

Ao falar em Seia, no encerramento do segundo encontro distrital de autarcas socialistas, organizado pela Federação do PS/Guarda, o secretário-geral do PS lembrou que, hoje, o presidente da junta de freguesia é o único elo de ligação com o Estado que resta às populações do interior.

Assim, a extinção de freguesias isolaria muitos portugueses dessa relação com o Estado e qualquer diminuição de competências ou de verbas feita de forma cega privá-los-ia dos apoios dados às pessoas através de políticas autárquicas.

Em alternativa ao corte cego nas despesas, o líder socialista apresenta os princípios orientadores de uma boa reforma da administração local na óptica do PS: definição de competências claras para câmaras e assembleias municipais, diminuição do executivo municipal, reforço do poder das assembleias e gestão racional dos recursos financeiros.

Ao mesmo tempo defende que uma mudança na legislação do poder local "não pode sair de um impulso repentista", tem de ser "pensada, reflectida" e "não pode estar à disposição de uma qualquer maioria parlamentar conjuntural".

"Se o Governo julga que vai reformar as freguesias em Portugal com um grupo de técnicos no Terreiro do Paço, que agarram na calculadora, na régua e num esquadro, está muito enganado", afirmou, manifestando de seguida a disponibilidade do PS "para cooperar e trabalhar, de modo a que se respeitem as pessoas, a sua história e a sua identidade" e, simultaneamente, "seja possível, através da racionalidade da gestão dos dinheiros públicos, conseguir continuar a prestar serviço de qualidade, mas com uma melhor organização".

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Teremos no futuro só 7 freguesias ?

Cruzando a informação da Ficha do Município de Marco de Canaveses, disponível na DGAL e onde temos as tipologia das varias freguesias e a distância à sede do concelho, com o Documento Verde da Verde da Reforma da Administração Local, podemos apurar mais algumas conclusões sobre a extinção das actuais freguesias. 

Só três freguesias são consideradas APR ou simplificadamente rurais: Folhada, Paredes Viadores e Rosém. 

Só oito freguesias têm uma distância à sede do concelho superior a 10 kms: Várzea do Douro, Torrão, Alpendurada e Matos, Magrelos, Ariz, Favões, São Lourenço do Douro e Paços de Gaiolo. 

Assim só a freguesia de Alpendurada e Matos é que cumpre os critérios da reforma proposta. Mas porque podermos concluir que Torrão e Várzea do Douro em conjunto só têm 2.912 habitantes estas freguesias terão que se a gregar a Alpendurada e Matos. 

Assim todas as freguesias terão que se agregar com uma ou mais das actuais freguesias, uma autêntica revolução na administração local que cortará definitivamente com o modelo de administração existente.

Podemos ainda chegar a outras conclusões interessantes: 

- Com grande probabilidade toda a “Margem Direita” terá que se agregar numa única freguesia. As sete freguesias daquela margem no seu conjunto só têm 10.024 habitantes pelo que não é possível criar duas freguesias com 5.000 habitantes cada. Excluindo a possibilidade de ter uma ou mais freguesias a serem atravessadas a meio pelo Rio Tâmega, que não me parece sensato, só resta a solução de se criar uma única freguesia;

- É certo que as quatro freguesias da sede do concelho terão que se agregar numa única; 

- Várzea de Ovelha e Aliviada, Folhada e Tabuado em conjunto só tem 4.150 habitantes, pelo que terão que se agregar pelo menos com Soalhães; 

- Restam assim distribuir 13 freguesias, com 17.015 habitantes. Existem várias combinações possíveis mas no máximo só consigo arranjar mais três freguesias. 

Assim e com grande probabilidade vão ficar no máximo sete freguesias. Todos os investimentos das últimas décadas nas infra-estruturas da administração local Marcoense foram pensadas para 31 freguesias com esta reforma desaparecerão pelo menos 24 sedes de freguesias e todo o modelo aculturado da gestão do território sofrerá uma autêntica revolução. 

Será que os Marcoenses estão conscientes das mudanças que estão para chegar? 

Será que o novo orçamento da autarquia para 2012 já tem em consideração esta reforma administrativa ou ainda se realizarão investimentos que daqui a dois anos deixarão de fazer qualquer sentido? 

Os autarcas eleitos não podem demorar muito a reflectir em tudo isto e discutir com as populações o impacto que esta reforma vai ter no terreno.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Revelações




Filipe Babo, um poeta marcoense apresenta o seu livro “Revelações”, dia 8 de Outubro de 2011, pelas 17 horas, no Auditório Municipal Prof.ª Maria Emília Monteiro, em Marco de Canaveses.

Les uns et les autres

Decidimos trazer a post este comentário de uma leitora que nos parece muito pertinente:

"Tomei conhecimento, ontem mesmo, numa reunião de pais da associação "A casa" que apoia os alunos nas actividades extra-curriculares, que essa Associação esteve em vias de encerrar porque a Câmara Municipal decidiu reduzir a contribuição para pagamento aos professores e funcionários. Só foi possível manter aberta a Casa, porque os professores aceitaram uma redução aos seus vencimentos em verba bastante considerável e os funcionários aceitaram fazer menos horas e prestar trabalho voluntário.
Aqui está um grande exemplo que nos orgulha e que mostra que devemos primeiro perguntar o que posso fazer pelos outros e não o que os outros podem fazer por mim.
Li neste blog que, afinal, a Câmara aumentou o salário da pessoa responsável por coordenar estas actividades.
Aqui está um exemplo que mostra que uns são mais iguais que outros."

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

O "atirar da toalha"

Raramente vi um dirigente, seja do que for, tão desorientado como Manuel Moreira. Ouvi, logo ao chegar aos Paços do concelho, este pedir a quem "conhecesse alguma instituição financeira" que pudesse ajudar o Marco para o avisar, mas mais uma vez disse que a contribuição do povo do Marco que a JS recolheu era "muito pequena" comparada com a dívida... Atirou a toalha ao chão e declarou-se incompetente, algo que muitos já sabiam, mas que foi triste o próprio ter constatado.
O que fica da audição do resto da Assembleia é que o nível médio de quem intervém é muito baixo. Gostei da intervenção de Fernando Queirós, que foi lá agradecer o centro de dia de Vila Boa de Quires, mas também perguntou onde estão a água e o saneamento públicos. Foi o único tribuno PSD que se atreveu a criticar o Executivo.
O Jorge Pessoa já não surpreende ninguém. Vai lá fazer o frete e nada mais. José Carlos Vasconcelos teve a intervenção mais surreal da noite, alegando que as "Festas do Marco agora são muito visitadas por pessoas de fora". Não sei se este deputado municipal estava a ser irónico, mas se estava a falar a sério só pode estar a falar do facto de a imigração estar a aumentar e os nossos imigrantes voltarem ao Marco em Julho... Também falou das marchas como se fossem algo inventado ou feito pela autarquia. O sr. deputado não deve saber que estas vivem, há anos, da carolice de alguns e que a tendência é para haver cada vez menos, não o contrário.
Para terminar, queria destacar duas proezas de Manuel Moreira na mesma noite:
Primeiro, falou de algo concreto e mostrou vontade de resolver um problema, o que é inédito em 6 anos de Poder: disse que pretende fazer uma reunião com gabinetes de projecto e construtores do concelho para ultrapassar as dificuldades na aprovação de licenças de construção.
Segundo, conseguiu ver algo mau no facto de Artur Melo ter dado o lugar ao seu número 2. Primeiro, disse que nada tem contra Agostinho Sousa Pinto, mas que este não devia ser vereador, porque o povo do Marco só elegeu Artur Melo. MM incorre em vários pecados: é obcecado por Artur Melo e o PS, não sabe que o sistema eleitoral português não é uninominal, ou seja o povo do Marco não votou em AM, votou numa lista. Vê mal em tudo o que este partido faz, inclusive conseguindo falar largos minutos de uma decisão que tem sido elogiada por todos, dentro e fora dos partidos.
Se calhar, o problema é esse. Mas, mais uma vez, coloca o PSD sozinho contra o Marco, num autismo que só os inenarráveis deputados municipais deste partido compreendem.
Muito mau também o facto de, no meio disto tudo, só se safarem meia dúzia de intervenções, porque "aquilo" devia ser constituído pelos melhores entre nós...

sábado, 1 de outubro de 2011

Disparates, ignorância e infantilidade

Ontem ouvi na transmissão da reunião da Assembleia Municipal, que tenho gravada para não ser mais tarde desmentido, vários disparates um deles foi não reconhecer que a revisão em alta do défice se deve sobretudo ao "deslize" orçamental na Madeira. 

Se quem o disse percebesse alguma coisa de economia ou pelo menos tivesse tido o cuidado de ler os principais jornais económicos poderia ter evitado algumas afirmações ridículas. 

Sugiro a leitura das declarações de Amadeu Altafaj no Jornal de Negócios. Amadeu Altafaj é o porta-voz dos Assuntos Económicos do comissário europeu Olli Rehn.  

Outro disparate foram duas respostas a João Valdoleiros em que os responsáveis pelas mesmas confundiram as críticas às nomeações "políticas" em empresas públicas, nomeadamente no caso escandaloso da Caixa Geral de Depósitos, com as reduções de dirigentes do Estado, que são funcionários públicos. 

Mas o maior disparate foi a tentativa de resposta de Manuel Moreira à intervenção de Rodrigo Lopes. 

Este acusou, e muito bem, que o executivo camarário tenha dado um escandaloso aumento a um assessor quando todos os portugueses, e os funcionários públicos em particular, estão a sofrer cortes nos seus salários.

Este caso é uma vergonhosa demonstração como "todos" os vereadores que aprovaram este aumento não tem o mínimo de consideração pelas dificuldades dos Portugueses e dos Marcoenses em especial. 

É uma atitude infantil não admitir este erro e ainda tentar dar uma qualquer justificação. 

Depois ficam chocados quando percebem que as atitudes dos representantes do executivo camarário do PSD/Marco são comparadas com as atitudes de Alberto João Jardim. 

Estou é curioso em ouvir ou ler as explicações que terão que ser dadas ao Relatório do Tribunal de Contas que aqui divulgamos e que Manuel Moreira no prazo de 180 dias sobre a sequência dada às “muitas” recomendações lá formuladas. O relatório tem a data de 5 de Maio de 2011.

Mais uma promessa por cumprir

"Sr.ª Presidente, se a Câmara me permitir, há uma resposta simples que gostava de dar ao Sr. Deputado Francisco Louçã e que ocupa pouco tempo. O relatório de avaliação da situação na Madeira será conhecido este mês de Setembro e, durante este mês de Setembro, será desenhado ainda um programa de ajustamento macroeconómico para a Madeira". 

Pedro Passos Coelho no debate quinzenal, Assembleia da República, 14/09/11

Alterações nas Freguesias


Na sequência do meu post intitulado “Documento Verde da Reforma da Administração Local” e de uma série de posts intitulados “Que freguesias queremos?”, parece evidente que podemos chegar a algumas conclusões:

- Fornos, Tuías, S. Nicolau e Rio de Galinhas vão fundir-se numa única freguesia;
- A freguesia da Folhada unir-se-á pelo menos a Várzea de Ovelha e Aliviada;
- A freguesia do Torrão unir-se-á pelo menos a Várzea do Douro;
- A freguesia de Maureles unir-se-á pelo menos a Vila Boa de Quires;
- A freguesia de Rosém unir-se-á pelo menos a Avessadas;

Existirão poucas dúvidas sobre o futuro de algumas freguesias:

- Toutosa deverá unir-se pelo menos a Santo Isidoro;
- Paços de Gaiolo deverá unir-se pelo menos a Paredes Viadores, ainda que aqui se possa colocar a alternativa de Penha Longa;
- São Lourenço do Douro deverá unir-se pelo menos a Sande, ainda que se possam colocar outras alternativas como unir-se a Magrelos;
- Magrelos poderá unir-se a São Lourenço do Douro ou a Ariz, ou até a ambos;
- Manhuncelos poderá unir-se ao Freixo, mas poderia unir-se alternativamente a Paredes Viadores;
- Freixo poderá unir-se a Manhuncelos, mas alternativamente poderia ligar-se à freguesia a ser criada na cidade do Marco.

Claro que estas são as alterações mínimas necessárias para se respeitar o Documento da Reforma da Administração Local, mas obviamente que esta reflexão deveria ir mais longe e eventualmente levar a uma redução um pouco maior das freguesias.

Na reunião da Assembleia Municipal de ontem já se notou que o CDS local não está muito de acordo com esta decisão que parte de um governo onde o próprio CDS está representado. Recordo que a decisão de realizar esta reforma administrativa é um dos pontos exigidos pela troika e que tem de ser implementados a tempo das próximas eleições locais. 

Importante é que estas reflexões sejam rapidamente colocadas aos Marcoenses pois uma reforma administrativa como esta irá ter impacto profundo no território e nas pessoas. Se não existir transparência nas decisões poderá mais tarde existirem descontentamentos que poderão agora ser facilmente evitados.