Num comunicado realizado recentemente,
e que pode ser lido aqui, a Comissão Política Concelhia do PSD quis partilhar com a população algumas reflexões sobre a nossa terra.
Situação Financeira do Município.
Para variar o PSD responsabiliza unicamente a “herança” que receberam dos anteriores executivos camarários esquecendo completamente os últimos cincos anos de má gestão onde o despesismo impera. Quando o PSD concorreu em 2005 e 2009 para Câmara Municipal já sabia da situação, mas isso não lhes impediu a realização de um conjunto de promessas irrealistas, isso sim uma autêntica política de mentira e de desrespeito pelos Marcoenses.
Depois qualquer pessoa que perceba minimamente de contas públicas ao analisar os documentos oficiais do Município chegará à conclusão que a situação tem piorado rapidamente ao contrário que seria desejável. De igual modo se sabe que a política de levar tudo, e todos, a tribunal tem contribuído para um aumento galopante em gastos judiciais o que não tem impedido que as sentenças sejam desfavoráveis e os valores a que o Município tem vindo a ser obrigado a pagar sejam cada vez maiores.
Estranho que Rui Cunha não tenha também reflectido sobre as posições do PSD que culminaram com o mau acordo com a Efimóveis sobre o caso do Cine-Teatro.
Processo entre Arnaldo Magalhães e a Câmara Municipal.
O mais interessante é que o PSD deixou cair a acusação de que teria existido uma “fuga de informação judicial” e que tanta polémica provocou na última reunião da Assembleia Municipal. Alguém terá reparado finalmente na data da notificação da sentença.
O PSD não diz uma palavra sobre os actos que levaram a que Câmara Municipal se visse de novo envolvida em mais um processo judicial que já tem uma sentença desfavorável. Esses actos são da única responsabilidade do actual executivo e o seu presidente já referiu que voltaria a repetir os mesmos actos. Em vez disso, e na linha do executivo, prefere discutir quem é que denunciou o protocolo, ou que permitiu que ele fosse denunciado, ou ainda que criou as circunstâncias para que ele fosse denunciado. Irrelevante, eu próprio não dou a esta discussão nenhuma importância, mas o PSD não tendo mais com que distrair os Marcoenses agarra-se a este fait-diver.
Ainda sobre este processo o PSD tenta mais uma vez distorcer os factos e esquecer-se que o tribunal é que tem competência para decidir o valor da indeminização neste caso e o que tem vindo a ser apontado são exclusivamente estimativas para esse valor. Era bom que esse processo não existisse e que não fosse necessário vir a ter que se pagar mais uma indeminização, até porque para as finanças do Município estarmos a falar de 2 ou 3 milhões de euros (a mim chegaram a apontar que poderiam chegar a 4 milhões de euros) é também irrelevante politicamente.
Relevante politicamente é que se está perante mais um acto de má gestão do actual executivo.
Serviços de Abastecimento de Água e de Tratamento de Esgotos.
E aqui estamos perante o maior autismo político de Rui Cunha. Ataca o PS e tenta desresponsabilizar-se desse modo do que é evidente para todos os Marcoenses. A cobertura destes serviços é péssima, a qualidade dos mesmos é contestável, as críticas ao longo destes meses são factuais e mais uma vez este executivo envolveu-se num processo judicial que está a ser desfavorável para o Município.
Prometeram em 2005 soluções rápidas para este problema. Tal como noutras áreas, falaram de obras e mais obras e de dezenas de milhões de euros em investimentos que nunca passaram do papel e que nunca foram sequer orçamentados.
O PSD tem que deixar de “reflectir” e sobretudo deixar de confundir os Marcoenses. Tem de deixar de culpar os outros pela sua ineficácia. Já não estamos nas campanhas eleitorais de 2005 ou de 2009, agora devia ser a altura de estarmos a inaugurar as obras prometidas.
O Marco merece e precisa de um executivo camarário que nos diga a verdade, que trabalhe e que realize obra. Enfim, que "nos retirem a todos deste lamaçal onde nos encontramos".