quinta-feira, 7 de abril de 2011

Abraçar a Memória

A Escola Secundária de Marco de Canaveses prepara-se para renascer.
No âmbito do programa de intervenção da Parque Escolar, do Ministério da Educação, O Edifício como existe actualmente vai desaparecer para dar lugar a uma construção mais moderna, mais confortável e mais funcional.
O actual Espaço da Secundária, que já começou a ser intervencionado, faz certamente parte do imaginário e da memória de vários milhares de pessoas… Em algumas famílias, possivelmente do imaginário de três gerações…
Não gostaria de vir revisitar o espaço e recordar pessoas e momentos mágicos de descoberta e encantamento? Será a derradeira oportunidade de visitar a Escola como cada um a viveu. Os monoblocos, vulgarmente designados por “contentores”, já começarem a ser instalados e, na interrupção lectiva da Páscoa ocorrerão as primeiras demolições.
Um grupo de antigos alunos reuniu-se para transformar o momento de despedida, em FESTA, em convívio e reencontro de velhos amigos.
Convidamos todos os actuais e antigos alunos, professores, funcionários, familiares e amigos para estarem presentes nesta Festa, no Sábado, dia 9 de Abril, às 15H00m na Escola Secundária de Marco de Canaveses.
Vamos ABRAÇAR MEMÓRIAS.
Para que possamos retratar diferentes épocas e momentos da nossa vida na Escola, queremos recolher fotografias, notícias … sobre a Escola no nosso tempo. Se as tem, partilhe-as connosco. Por favor, entregue-as na loja da CITYLAB na Praça da Cidade. Serão copiadas e os originais devolvidos.
Vamos recolher memórias para partilhar com todos.
Organização:
Antigo aluna(o) Telemóvel
Maria Santana 912.425.206

Cristina Mendes 912.432.291
Catarina Santos 912.432.777
Tó Vasconcelos 912.432.839
Professora Telemóvel
Elsa Correia 912.432.936

www.facebook.com/abracarmemorias

abracarsecundaria@gmail.com

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Portugal já pediu ajuda a Bruxelas

O primeiro-ministro confirma aqui que o Governo decidiu hoje dirigir um pedido de assistência financeira à Comissão Europeia. José Sócrates afirmou ter dado conhecimento ao Presidente da República, para que faça as diligências necessárias junto dos partidos para assegurar um entendimento sobre o pedido de socorro.

Agora a "bola" estará outra vez do lado do Presidente da República.

Entretanto o PSD gostou da medida que só a considerou tardia!

O BE e o PCP parece que não gostaram, mas eu não comprendo então porque não deram uma mão para que não tivessemos chegado aqui!

Fiquei com a dúvida de quem é que vai negociar este PEC V com a Comissão Europeia e quais serão agora as medidas exigidas pela Comissão Europeia e pelo FMI para que consigamos ter a ajuda externa que nos irá permitir pagar os nossos compromissos mas que de certo no irá obrigar a "apertar fortemente o cinto". Já não são tempos de vacas magras, mas de "vacas escanzeladas".

Podemos ver no gráfico acima quais os passos decisivos que foram realizados com firrmeza para que chegassemos ao ponto de ter que pedir "já" ajuda externa.  

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Pensou-se na obra mas não como pagá-la

O Presidente da Metro do Porto admite aqui que o problema foi ter-se avançado com um projecto sem uma estrutura adequada de financiamento, isto é, «pensou-se na obra mas não como pagá-la».

Ricardo Fonseca faz as contas às dívidas: 2450 milhões de euros, devido ao projecto de construção, défices acumulados do serviço de transporte de passageiros e, essencialmente, encargos financeiros acumulados.

Afinal, e ao contrário do “Adão” que anda por aí, eu tinha razão no comentário a este meu post.

Nesse comentário reafirmei que a empresa Metro do Porto foi criada com a aprovação do Primeiro Ministro Cavaco Silva. Que o grande buraco tinha sido criado exactamente no período, que decorreu entre o arranque do projecto e a entrada do Estado, com expressão, no seu capital. E que a decisão de avançar e o modo como foi avançado este projecto foi da AMP liderada por Vieira do Carvalho (Ex-CDS e PSD na altura) com o apoio do Governo PSD.

Se formos verdadeiros e rigorosos perceberemos neste e noutros casos que nem tudo o que se escreve ou se diz por aí corresponde à verdade. E não vale a pena realizar ataques directos ou indirectos para esconder dos Marcoenses a realidade dos factos.

Assim fiquei muito contente que o Presidente da Administração da Metro do Porto tenha confirmado a minha opinião. Espero que também seja essa a opinião do seu colega de Administração, Marco António, pois desse modo o nosso “Adão” terá que neste caso de rever a sua posição.

sábado, 2 de abril de 2011

A Crise, por António Ferreira

A crise em que vivemos não terá um único culpado mas, convenhamos que a rejeição do PEC IV terá dado um significativo contributo. Convêm recordar que inicialmente, como justificação para a rejeição do plano foi dito “… o novo pacote de medidas de austeridade como um “quadro típico de pedido de ajuda externo”. Os mesmos responsáveis acrescentaram que o PEC IV apresentava um conjunto de “novas medidas gravosas e extremamente injustas, …”. Mais tarde, em 28/03/2001, foi afirmado “a razão porque votámos contra esta revisão do PEC, não é porque ele vá longe demais nas medidas que é necessário assegurar para que os objectivos sejam atingidos. É porque ele não vai tão longe quanto devia”.

Na minha opinião os mercados financeiros lêem os jornais e reagem ao que por cá é dito e escrito. Assim, em 24/03/2001, “a Fitch cortou em dois níveis o ‘rating' de Portugal (…) o ‘downgrade' reflecte o aumento do risco de Portugal não conseguir adoptar medidas de consolidação orçamental depois do chumbo do PEC IV, ontem no Parlamento, e da demissão de José Sócrates logo a seguir”.

Uma semana depois é anunciado que, “o juro das Obrigações do Tesouro portuguesas a 10 anos atingiu hoje um novo máximo nos 8,01%, de acordo com dados da Reuters”. No mesmo dia, a S&P baixou a classificação do Santander Totta, CGD, BCP, BES e BPI e ameaça cortar, outra vez, o ‘rating’ de Portugal.

Hoje foi escrito que “o índice que mede a taxa cobrada pelos investidores para comprar obrigações do Tesouro (OT) portuguesas a 5 anos subiu até aos 9,040%. É o valor mais elevado desde pelo menos 1999, ano da adesão ao euro.”

Pelo meio alguém se atreveu a prever, provavelmente consultando as estrelas, que no dia a seguir ao chumbo do PEC IV, os mercados estabilizariam. Os factos demonstraram o contrário.

Recordo que num passado recente, um governo foi demitido depois de aprovado o OE, também agora, porque o PEC não ia tão longe como devia mas tinha a anuência de Bruxelas, deveria ter sido aprovado (sinal claro para o exterior) e, eventualmente, o governo ser sujeito a moção de censura ou de confiança, para tudo clarificar.

Para terminar, “Os portugueses esfregam os olhos e já têm dificuldades em acreditar em qualquer das diferentes versões da história da Carochinha que lhe contam. Caminhamos para um teatro político onde as palavras estão vazias de sentido. O PS transformou-se num partido com paredes de betão para escutar melhor as palavras de ordem de José Sócrates. No PSD, Pedro Passos Coelho saltita de opinião em opinião como se a política fosse um quadro impressionista. A política portuguesa tornou-se inexplicável”. (Fernando Sobral, A grande debandada, in Negócios Online).

Não se pode falar em esperança, exigem-se medidas concretas que, envolvendo todos, permitam reverter esta situação.

Só com esperança não vamos lá, sozinhos também não!

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Verdade e Rigor (Metro do Porto)

Em Outubro de 1992 o governo presidido por Aníbal Cavaco Silva aprova a constituição da empresa Metro do Porto, S.A., enquanto entidade concessionária do serviço público de metropolitano ligeiro na Área Metropolitana do Porto.

Em Agosto de 1993 a Metro do Porto é formalmente constituída com a seguinte estrutura accionista: Área Metropolitana do Porto, 80%; CP, 15%; Metro de Lisboa, 5%.

Em 7 de Dezembro de 2002 é inaugurada a Linha A (Azul). Na inauguração estiveram presentes muitos políticos, tais como Valente de Oliveira, Rui Rio e Valentim Loureiro, e cerca de 600 convidados, pode ler-se aqui.

A circulação no Metro é gratuita até ao final do ano!

Em Março de 2008, já com a empresa em sérias dificuldades financeiras, concretiza-se a alteração da estrutura accionista, através do aumento do capital social em 2.500.000 euros, integralmente subscritos pelo accionista Estado, que passou assim a deter 40% do capital.

Em 31 de Dezembro de 2008 o endividamento bancário era de 1.776 milhões de euros.

Os corpos sociais incluem políticos conhecidos como o Valentim Loureiro, Rui Rio, Marco António Costa e Guilherme Pinto. Alguns deles mesmo não tendo funções executivas recebem remunerações, é o caso por exemplo de Marco António Costa (29.250 euros) ou Rui Rio (18.183 euros).

Em Junho de 2010 uma auditoria do Tribunal de Contas alerta aqui que:

"Entre 2003 e 2007 a Metro do Porto tinha acumulado resultados líquidos do exercício negativos no montante total de 402,7 milhões de euros", refere o TC”

“Se excluídas as prestações do concedente relativas a subsídios ao investimento, em 2007 a Metro do Porto estava em falência técnica, consequência da perda total do seu capital próprio, que ascendia a mais de 401 milhões euros negativos”.

No site da Metro do Porto pode-se verificar que a taxa de ocupação é de cerca de 17,8%. E pode-se verificar que essa ocupação é máxima nas antigas linhas do CP (que por acaso eram mais rápidas que aa actuais linhas do Metro do Porto) e em algumas das linhas novas não são atingidas sequer ocupações de 5%. Existem casos em que a ocupação é de 0,67%.

O prejuízo por passageiro (ou seja por cada uma das viagens realizadas) em 2008 eram de 2,86 Euros!
   
A 24 de Março deste ano a Metro do Porto sem dinheiro lança (novamente) SOS ao Governo, leia aqui.

Actualização:
Hoje dia 3 de Abril no JN pode-se ler a seguinte notícia:
Em 19 bancos, 18 recusaram emprestar dinheiro à Metro do Porto

Verdade e Rigor

Do comunicado de Cavaco Silva, que pode ser lido na íntegra aqui, praticamente só gostei destes dois parágrafos:

"A campanha eleitoral deve ser uma campanha de verdade e de rigor. Ninguém deve prometer aquilo que não poderá ser cumprido. Este não é o tempo de vender ilusões ou falsas utopias. Prometer o impossível – ou esconder o inadiável – seria tentar enganar os Portugueses e explorar o seu descontentamento. Confio na maturidade cívica do nosso povo".

"A próxima campanha deve ser sóbria nos meios e esclarecedora nas propostas que cada partido irá fazer ao eleitorado. Estas propostas têm de ser construtivas, realistas e credíveis e a campanha deve decorrer com elevação nas palavras e nas atitudes".

Mas por aquilo que já se vai ouvindo e lendo por parte de todos os intervenientes políticos sem excepção a verdade é deturpada, o rigor é muito pouco. Fazem-se promessas que deveriam saber que não podem ser cumpridas, vendem-se ilusões e as utopias estão na ordem do dia.

As propostas ou não existem ou não são claras, muito menos credíveis e não existe elevação nem palavras nem nas atitudes.

Pior é que os actores políticos não se querem responsabilizar pelos seus actos e tem um discurso para os portugueses e outros para as instituições estrangeiras.

Mas o pior de tudo é que recentemente em campanha eleitoral quem prometeu que com a sua eleição teríamos garantia de estabilidade política e económica, que seria mais interveniente garantido um Portugal em alta, que afinal foi utópico, irrealista e pouco credível, ontem tenha pedido aos outros políticos que se comportem como HOMENS.

quinta-feira, 31 de março de 2011

Aumentos das rendas no Bairro dos Murteirados podem chegar aos 600%

Várias famílias que residem no Bairro Social dos Murteirados, no Marco de Canaveses, podem ter de suportar, a partir de maio, aumentos nas rendas de cerca de 600%, segundo uma proposta da câmara municipal.

Algumas rendas de agregados considerados "não carenciados", cujas actualizações de contrato já foram enviadas aos inquilinos, de valor actual não superior a 27 euros, passarão para os 156 euros a partir de maio, confirmou à Lusa a vereadora da Acção Social.

Gorete Monteiro justifica os aumentos com o facto de 49 dos 79 agregados familiares residentes no bairro apresentarem actualmente rendimentos anuais superiores a 20 mil euros" e, por isso, "não cumprirem os requisitos enquadráveis na legislação em vigor".

Segundo um levantamento realizado pela autarquia, naquele bairro social a renda mais alta atual é de 26,98 euros e a mínima de 3,99 euros, apesar de alguns agregados terem rendimentos anuais declarados superiores a 30 mil euros.

Face à situação, a edilidade determinou que, para as famílias consideradas "não carenciadas", cujos rendimentos brutos ultrapassem os 20 mil euros, a renda mínima em 2011 seja de 156 euros, devendo chegar aos 253 euros em 2016. No entanto, neste grupo de famílias, 12 poderão beneficiar de rendas inferiores a 156 euros por serem pensionistas.

O município prevê que, no caso das 30 famílias carenciadas, enquadradas no Regime de Renda Apoiada, o valor a pagar varia entre os 4,85 euros e os 156 euros, em função da tipologia de habitação e do rendimento do agregado.

Para a autarquia, estas actualizações inscrevem-se numa "questão de justiça social" e foram discutidas em reuniões com os moradores.

Gorete Monteiro, vereadora da Acção Social, disse à Lusa que os aumentos foram precedidos "de uma postura de diálogo e transparência com os moradores".

A autarca refere que na negociação, "face à preocupação da população", acordou-se que fosse retirada do contrato de arrendamento uma alínea que previa os prazos de vigência do contrato.

O município garante que o dinheiro resultante das rendas será integralmente investido em obras de reabilitação dos 79 fogos no âmbito de uma candidatura apresentada a um programa da administração central (PROHABITA).

Numa reacção à proposta da autarquia, a Comissão de Moradores assumiu, em comunicado, "estarem reunidos os elementos necessários para se encontrar o ponto de equilíbrio consensual relativamente ao montante da renda".

No documento, os moradores dizem registar "com agrado o facto de o novo contrato de arrendamento proposto "retroagir os seus efeitos à data de início de cada contrato, de 1980, sujeito naturalmente à lei de então em vigor".

"Vamos aguardar com serenidade que nos seja enviada a minuta do novo contrato de arrendamento", lê-se no comunicado, onde se destaca que uma posição final só será tomada após parecer da jurista que está acompanhar o processo.

Notícia transcrita na integra do JN.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Os números são estes


Hoje ficaram disponíveis as Estatísticas do Imposto sobre o Valor Acrescentado no Portal das Finanças. Depois de uma rápida leitura das mesmas é fácil de concluir que os números não mentem e que afinal são sempre os mesmos que gostam de aumentar o IVA no nosso país. Para demonstrar realizei o gráfico acima que mostra os valores de IVA arrecadados desde 1986 em percentagem do IVA.

É fácil de ver que foi nos Governos do Primeiro Ministro Aníbal Cavaco Silva que este imposto passou de um peso de 3,16% do PIB para 6,41%. Um aumento para mais do dobro. Desde o último Governo de Cavaco Silva até agora o aumento passou para 7,04%. Um aumento que não chega a 10%.

E agora a opção é subir de novo este imposto?
 
Nota adicional:
Para clarificar e não existirem dúvidas, o XII Governo Constitucional liderado por Cavaco Silva terminou o seu mandato a 28 de Outubro de 1995, pelo que na realidade a responsabilidade do "valor do IVA" desse ano é desse governo. Eu no gráfico mantive o critério de "colorir" a barra com a "cor" do governo que terminou o ano respectivo.

Desemprego voltou a descer

O número de desempregados inscritos em Fevereiro no IEFP referentes ao Marco de Canaveses voltaram a descer para 3.754 desempregados depois de em Janeiro terem pela primeira vez em 5 meses crescido ligeiramente para 3840 desempregados. Este valor de Fevereiro é inferior ao de Janeiro de 2010.

Esta descida neste último ano tem sido mais acentuada nos escalões abaixo de 34 anos, nos novos empregos e nas mulheres. Infelizmente existe um crescimento muito alto nos desempregados de mais de um ano de inscrição, atingido este mês o valor de 1.794 desempregados que é o valor mais alto nos últimos anos.

Ou há moralidade ou comem todos

Recomendo a leitura na integra ou pelo menos estes parágrafos aqui n'O Jumento.

"Não faz sentido que um funcionário público no activo perca mais de 10% do seu rendimento de um dia para o outro, quando outros que se aposentaram com cinquenta anos de idade e que ficaram a ganhar mais de pensão do que de vencimento fiquem de fora. Não é aceitável que se apoie cortes dos vencimentos ao mesmo tempo que se exige a manutenção das SCUT nos concelhos onde governa o PSD. É uma estupidez o ministro das Finanças desorganizar o fisco com uma fusão ao mesmo tempo que mantém os cargos que criou e que se revelaram inúteis, como é o caso dos controladores financeiros. É uma hipocrisia falar da reestruturação da Administração Pública e manter os governos civis ou manter um modelo municipalista absurdo. É um absurdo exigir as universidades gratuitas e pagar quinhentos euros no infantário".
 
"Nesta condições é inevitável que as medidas de austeridade sejam mais injustas do o necessário, porque incidem sobre quem não tem capacidade reivindicativa ou sobre os que são desprezados eleitoralmente pelos partidos. Sócrates decidiu sacrificar os funcionários públicos melhor remunerados porque concluiu que perdia menos votos sacrificando os que muito provavelmente não votarão nele, Pedro Passos Coelho propõe um aumento absurdo do IVA porque assim dilui o impacto e poupa o sector privado da saúde que tem lucros elevados à custa dos benefícios sociais da saúde. Francisco Louçã e Jerónimo de Sousa continuam a defender que devem ser os ricos que paguem a crise. Os autarcas querem que seja a Administração Central a suportar a crise para que eles possam manter a sua influência continuando a construir rotundas muito floridas e a levar os velhinhos a Fátima ou a passear de avião".

Ou já agora mantendo os bons carros com motorista, como é o caso de um Presidente bem perto de nós...