sábado, 23 de outubro de 2010

Que freguesias queremos? (III)

Outro aspecto que é preciso avaliar é se podemos tirar partido de centralizar os serviços das várias freguesias. Para isso é importante perceber as distâncias em quilómetros e tempo entre os vários edifícios.

Para isso procurei no Portal das Freguesias a informação das moradas e ai voltei a ter um problema de actualizações ou de falta de dados. E pelo menos num caso até os dados dos órgãos da freguesia ainda se referiam ao mandato anterior e um dos contactos era o telemóvel do presidente da junta!
 
Tropecei de novo na dificuldade de lidar com freguesias sem uma estrutura adequada e portanto a prestar um mau de serviço ao utente. Neste caso o utente era eu próprio.
 
Depois por outros meios ter completado essa informação considerei como um primeira hipótese o edifício da Junta de Fornos se vir a tornar o edifício da nova Junta. Recorrendo a um Sistema de Informação Geográfico gratuito comprovei que o edifício da Junta de Freguesia mais “distante” era o do Freixo, que distava 3,7 km, ou seja 8m de automóvel ou 48 minutos a pé. Os restantes edifícios situavam-se todos a distâncias muito menores.
 
Não me parece que as distâncias extras a percorrer no pior dos cenários fossem assim tão graves. Sabendo-se um bocado de geografia, estatística e matemática facilmente se perceberá que em média a percorrer pelos utentes dos serviços e o tempo desperdiçado não aumentará assim tanto, sobretudo se virem a ter um melhor atendimento e tempos de espera menores.
 
As vantagens de libertar quatro edifícios são óbvias, menores custos, possíveis receitas extras pelo aluguer ou venda dos imóveis, possibilidade de afectar estes edifícios a outros serviços. E por exemplo a estranha disputa pelo espaço no edifício da sede da Freguesia de São Nicolau, mesmo que fosse à custa de uma cozinha que servia utentes para a necessidade de construção de uma casa de banho para a Presidência de Junta, ficaria resolvida.
 
… continua …

2 comentários:

  1. O engº Jorge Valdoleiros tem analisado bem este problema das freguesias, mas gostaria ver agora os comentários dos anónimos!!!!
    Continue que precisamos disso.

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  2. Estou de acordo com o sr.anónimo,que elogia o estudo do eng. Jorge Valdoleiros,sobre as freguesias,mas céptico como sempre fui ao longo da vida,quanto ao facto dos mesquinhos interêsses pessoais,particulares e políticos se sobreporem sempre aos interêsses do colectivo,da comunidade,das populações.Daí duvidar que este trabalho de reconhecido mérito analítico,tivesse pernas para andar,em especial enquanto os presidentes de junta tiverem a prerrogativa do poder de voto nas assembleias municipais.
    E porquê?
    Como todos já nos apercebemos,o poder executivo manipula as consciências e controla os votos daqueles autarcas de freguesia,através duma rigorosa política de subserviência no que concerne à atribuição de subsidios às suas autarquias de freguesia.
    Só pela eventual perda de uns tantos votos,no caso deste estudo de 5 votos passar-se-ia para apenas 1.
    E destas matemáticas os políticos,não gostam,nem usam,mesmo que à custa do erário público.

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