terça-feira, 3 de maio de 2011

Reunião tipo Bollywood

O ambiente nas reuniões públicas de câmara está ao rubro. Quem assiste a estas sessões pode presenciar as constantes agressões verbais entre dois personagens que teimam em não se saber comportar devidamente perante quem os elegeu. Desta vez foi a duração do regimento daquele órgão, tema que também é actual e recorrente na Assembleia Municipal. Para que todos fiquem esclarecidos vamos aos factos.


O período de antes da ordem do dia começou com a habitual informação do presidente da CM. Posto isto, o vereador do PS fez uma declaração para acta sobre as celebrações do 25 de Abril e do seu desconforto por ver sucessivamente o presidente do executivo fazer intervenções em que discorre sobre a sua actividade enquanto autarca em aproveitamento politico-partidário, e de seguida propõe a inclusão de uma proposta sobre a mobilidade do cidadão deficiente, da qual daremos conta posteriormente.


Acontece que Manuel Moreira não queria aceitar aquela proposta e demorou bastante tempo a discutir com Artur Melo sobre a proposta, em vez de ter aceitado ou recusado a mesma.


Quando chegou a vez de Ferreira Torres intervir, este começou de imediato com tom azedo e dizendo que não queria resposta ao que ia dizer. A sua intervenção foi longa e terminou para lá dos 60 minutos regimentais. Quando MM lhe ia responder, este elevou o tom de voz e saindo do lugar foi prostar-se em frente da mesa e de MM, não deixando este falar porque tinha sido ultrapassado o tempo estipulado no regimento. Após várias tentativas para falar, MM suspendeu a reunião, a qual foi retomada mais tarde com a proposta do PSD de se estender o tempo de antes da ordem do dia, de modo a possibilitar a resposta ao vereador do MCFT. Posta à votação, esta foi aprovada com os votos do PSD e PS e contra do MCFT. Mais uma vez, FT postra-se em frente da mesa e não deixa MM falar. O vereador do PS apela ao bom senso para que o presidente pudesse falar. FT insiste que não, a situação cai num impasse e MM retira a sua vontade de falar "por respeito ao órgão". Posto isto, a reunião continua.


Esta cena foi presenciada por alguns munícipes e comunicação social presentes.


Não sabemos se este tom é para manter, mas a sê-lo as reuniões de CM tornar-se-ão num filme quinzenal que ninguém quererá perder.


À boa maneira de Bollywood, na Câmara Municipal perto de si.

2 comentários:

  1. De facto tenho que começar por dizer, que nesta questão do período de antes da ordem do dia não poder ultrapassar os 60 minutos, Avelino Ferreira Torres tem toda a razão, pelo que Manuel Moreira deveria ter respeitado a lei.

    O Decreto Lei 5ª, no seu artigo 86º, estipula que em cada sessão ordinária dos órgãos autárquicos há um período de antes da ordem do dia, com a duração máxima de sessenta minutos, para tratamentos de assuntos gerais de interesse para a autarquia.

    A lei é clara e obviamente se qualquer cidadão, membro do órgão ou não, chamar à atenção deste facto o órgão autárquico tem que respeitar a lei.

    Claro que deveria existir o bom senso e para bem do diálogo, do debate e da saudável troca de ideias não se deveria ser ortodoxo na interpretação da lei, e se ninguém estivesse contra em muitos casos poder-se-ia ultrapassar estes 60 minutos.

    Agora, o que na realidade se passa nos diversos órgãos autárquicos é que o bom senso, a começar pelas maiorias do PSD, não existe. Assim percebe-se que estas situações ocorram, quer seja pela impugnação de reuniões camarárias por uma questão de dias úteis mal contados, pelo impedimento de vereadores defenderem a sua honra, de nos debates na Assembleia Municipal não ser permitido responder ao executivo (existe a possibilidade que já aconteceu que após 3 meses os deputados venham dizer que não concordam com a resposta doo executivo), e agora um vereador impedir a resposta do Presidente da Câmara por ter sido ultrapassado o tempo permitido para o período antes da ordem do dia.

    Isto só acontece no Marco, na minha opinião, porque Manuel Moreira é um líder fraco, tem medo do debate e tem sistematicamente utilizado a arrogância da maioria para impedir a oposição de exprimir a sua opinião.

    Depois o que acontece é que quando a oposição apanha a maioria em falta “vinga-se” do mau tratamento a que sistematicamente é sujeira e coloca em respeito a maioria.

    Repito para que não existam dúvidas, a culpa é dessa maioria e da suas fracas lideranças que ao dar um mau exemplo que tolerância, bom senso e respeito pelas minorias, quando é apanhada é tratada desta maneira.

    Um aspecto importante em que Avelino Ferreira Torres ficou mal foi ter, alegadamente, levantado a voz e ter apresentado um postura agressiva. Mas também este facto não se deve a um tratamento idêntico por parte de Manuel Moreira?

    Claro que sim.

    Eu próprio e a minha família fomos insultados por Manuel Moreira e ainda estou à espera de um pedido de desculpa.

    Estes são os dois políticos que lideraram o executivo camarário nos últimos mandatos e que afundaram financeiramente o Município. E é fácil de ver que nem tem competência, nem são capazes de ter um debate saudável e democrático em defesa dos interesses dos Marcoenses.

    ResponderEliminar
  2. Só prova que Manuel Moreira é um vassalo de Ferreira Torres. São os dois muito amigos e depois fazem estas fitas para disfarçar. A quem estamos entregues, meus amigos...

    ResponderEliminar